terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
A farsa dos rankings escolares

A este propósito, vale a pena ler o artigo publicado por David Diniz, aqui.
Os rankings escolares não querem dizer nada de nada. Limitam-se a ver quais as escolas onde mais alunos entraram na Universidade (ou, numa versão mais "pós-modernista", os exames do 4º, 6º e 9º anos). Mesmo que este critério valesse alguma coisa, seria logo errado porque podiam os alunos de uma determinada escola, por exemplo, ter entrado em faculdades onde se entra com médias baixas, e outra ter tido menos alunos na faculdade mas onde os alunos desejavam cursos que obrigam a notas elevadas.
Mas muito pior do que este erro, é o facto de se considerar, à partida, que o objectivo do Sistema Educativo e do ensino/aprendizagem é “entrar na faculdade” ou "ter boas notas". É muito pobre. Porque se é só isso, então não precisa de haver escolas – cada um estudará em casa, isoladamente, ao seu ritmo. Para que, então um ensino obrigatório?
Por outro lado, compara-se o incomparável: é o mesmo que dizer que Lisboa é melhor do que São Mamede da Infesta porque tem mais gente. Não tem pés nem cabeça. As escolas não são melhores por terem alunos com melhores médias (até porque são juízes em causa própria, dado que forjam - é inútil negar, todos o sabemos - parte dessas médias através do método de classificação dos 10º, 11º e 12º anos)... ou forçam, algumas delas, os alunos a trabalhar como cavalos de corrida, esquecendo a vertente de formação humana , as actividades lúdicas e... o descanso e vida em família. Aliás, é curioso ver escolas que defendem ideais "religiosos", não se importarem nada de sacrificar os escassos momentos em que a família poderia estar junta para minar a relação pais/filhos com os "malditos" TPCs.
São melhores as escolas que permitem um ensino variado e inclusivo, onde os alunos progridem, se motivam e gostam de estar. E a realidade social do país é muito desequilibrada, plena de assimetrias e de desigualdades, nomeadamente quanto ao apoio que os alunos têm em casa, em livros e outros meios, em explicadores, acesso à internet, materiais, etc.
Finalmente, os rankings são muitas vezes uma “publicidade enganosa” para algumas escolas privadas manterem elevados níveis de propinas, ou para começarem (continuarem) a formar futuros dirigentes, administradores e decisores que pertencerão a determinados lobbies e classes de poder... do poder "semi-invisível", dado que a maioria dos dirigentes que são mesmo competentes, como demonstrou um estudo da Universidade do Porto, frequentou maioritariamente escolas públicas!
Os rankings escolares não querem dizer nada de nada. Limitam-se a ver quais as escolas onde mais alunos entraram na Universidade (ou, numa versão mais "pós-modernista", os exames do 4º, 6º e 9º anos). Mesmo que este critério valesse alguma coisa, seria logo errado porque podiam os alunos de uma determinada escola, por exemplo, ter entrado em faculdades onde se entra com médias baixas, e outra ter tido menos alunos na faculdade mas onde os alunos desejavam cursos que obrigam a notas elevadas.
Mas muito pior do que este erro, é o facto de se considerar, à partida, que o objectivo do Sistema Educativo e do ensino/aprendizagem é “entrar na faculdade” ou "ter boas notas". É muito pobre. Porque se é só isso, então não precisa de haver escolas – cada um estudará em casa, isoladamente, ao seu ritmo. Para que, então um ensino obrigatório?
Por outro lado, compara-se o incomparável: é o mesmo que dizer que Lisboa é melhor do que São Mamede da Infesta porque tem mais gente. Não tem pés nem cabeça. As escolas não são melhores por terem alunos com melhores médias (até porque são juízes em causa própria, dado que forjam - é inútil negar, todos o sabemos - parte dessas médias através do método de classificação dos 10º, 11º e 12º anos)... ou forçam, algumas delas, os alunos a trabalhar como cavalos de corrida, esquecendo a vertente de formação humana , as actividades lúdicas e... o descanso e vida em família. Aliás, é curioso ver escolas que defendem ideais "religiosos", não se importarem nada de sacrificar os escassos momentos em que a família poderia estar junta para minar a relação pais/filhos com os "malditos" TPCs.
São melhores as escolas que permitem um ensino variado e inclusivo, onde os alunos progridem, se motivam e gostam de estar. E a realidade social do país é muito desequilibrada, plena de assimetrias e de desigualdades, nomeadamente quanto ao apoio que os alunos têm em casa, em livros e outros meios, em explicadores, acesso à internet, materiais, etc.
Finalmente, os rankings são muitas vezes uma “publicidade enganosa” para algumas escolas privadas manterem elevados níveis de propinas, ou para começarem (continuarem) a formar futuros dirigentes, administradores e decisores que pertencerão a determinados lobbies e classes de poder... do poder "semi-invisível", dado que a maioria dos dirigentes que são mesmo competentes, como demonstrou um estudo da Universidade do Porto, frequentou maioritariamente escolas públicas!
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
A burra do professor Sebastião. Para as crianças aprenderem e se divertirem.
Deram-me uma burra
Que era mansa que era brava
Toda bem parecida
Mas a burra não andava
A burra não andava
Nem prá frente nem pra trás
Muito lhe ralhava
Mas eu não era capaz
Eu não era capaz
De fazer a burra andar
Passava do meio dia
E eu a desesperar
E eu a desesperar
Ai que desespero o meu
Falei-lhe no burrico
E a burra até correu!
E, já agora, vale a pena ver também estes vídeoclips do Professor. Grande poeta, grande músico!
E, já agora, vale a pena ver também estes vídeoclips do Professor. Grande poeta, grande músico!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Fazer Desporto com valores
Muitas vezes, o desporto está associado à violência e ao doping. Contudo, o desporto tem uma capacidade única de motivar e envolver multidões. Além disso, promove competências pessoais e sociais,
como por exemplo, a socialização e a disciplina, e valores como bem estar, amizade, fair-play, tolerância, espírito de equipa e a
verdade, entre muitos outros.
Para promover estes valores na escola e nos
clubes, foi criado o Plano Nacional de Ética no Desporto - ver aqui.
Defender as nossas cores, ou as cores da nossa equipa, é saudável, normal e desejável. Sofrermos quando perdemos e exultarmos quando ganhamos, também. Sentir que o árbitro errou a nosso favor, será um alívio. Sentir que errou a favor do adversário, irrita. No entanto, é indispensável não perder a lucidez. Se, na televisão, se vê que a falta é fora da área, é mesmo fora da área. Se o avançado foi rasteirado, foi rasteirado. Se a bola não entrou, não entrou. Independentemente do que o árbitro, por erro - assim como os jogadores erram ao marcar penaltis ou a defender remates fáceis fazem - tenha assinalado.
Respeitar o adversário é fundamental, mesmo que fiquemos contentes por estar a mais pontos dele. Tudo o resto - fundamentalismos, persistência em dizer o contrário do que os factos mostram, irritação e vandalismo -, é fanatismo, hooliganismo e uma miserável amostra do que o ser humano tem de pior para mostrar.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
São Martinho
Reza a lenda que, quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um mendigo cheio de fome e de frio, porque estava quase nu. O dia estava chuvoso e o velho encharcado. O cavaleiro, de seu nome Martinho, mostrou a sua bondade e espírito solidário. Cortou então a sua grossa capa ao meio, com a espada, e ofereceu uma das metades ao mendigo, ficando ele próprio exposto ao frio.A chuva parou e apareceu no céu um sol quente e reconfortante. Como de Verão se tratasse...
A meteorologia e o Verão de São Martinho
É frequente, depois do verdadeiro Verão, instalar-se um outro Verão à volta do mundo. De facto, as estatísticas meteorológicas dos últimos 200 anos são a prova de que, em quase todos os anos, em meados de Novembro, os centros de alta pressão sobre o Atlântico e a Europa, que determinam o bom tempo, como é o caso do famoso anticiclone dos Açores, tornam-se mais fortes e duradouros. Este fenómeno de bom tempo ocorre internacionalmente, especialmente no Canadá e costa leste dos EUA, bem como em Portugal e nos países do Mediterrâneo, e até no norte da Europa, como na Escandinávia - a este fenómeno chama-se o "Verão de São Martinho". No Canadá é o "Indian Summer", na Suécia o “Birgitta Summer”, e na Finlândia o “Turning of the Leaves”.
Hoje está de Sol, num dia "criador" - aproveitemos para uma boa água pé (laranjada para as crianças!), castanhas e uns petiscos. Mata-se o porquinho e prova-se o vinho. E esquece-se por momentos a malfadada crise.
O momento do Armistício -11 do 11 às 11 e 11
No dia 11 de Novembro de 1918, às 11h e 11 minutos, foi assinado o Armistício da I Grande Guerra. Quase ignorada hoje, pelos cidadãos de uma Europa unida (dizem...) e em paz, a I Grande Guerra foi um momento histórico incontornável e que vale a pena relembrar, quase passados 100 anos do seu início. Não apenas pela mortandade e miséria que causou, como pelas implicações que teve e que ainda hoje se fazem sentir, bem como pela intervenção de Portugal, contabilizando-se milhares de mortos e levando ao fim da I República e da democracia.
A papoila foi a flor escolhida para simbolizar este dia. Às 11horas e 11 minutos de hoje, dia 11 do 11, pensemos na guerra como solução que não queremos, mas que pode surgir sempre que a estabilidade da democracia e a tentativa hegemónica de um povo ou de um país se faz impor. Daí a necessidade de uma cultura de paz.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Pão por Deus...
Hoje é dia de Pão por Deus, e é bom viver, "na pele" as tradições porque são muito importantes para a formação das crianças. Mesmo não sendo feriado, podemos relembrar a tradição e, durante o fim-de-semana, organizar as habituais saídas de grupos de crianças, pedindo guloseimas e broas acabadinhas de fazer...
Nas aldeias é comum celebrar o "pão por Deus!", assim São Pedro permita, mas nos bairros das cidades também haveria hipótese de fazer reviver estas e outras tradições, genuinamente portuguesas, sem andar a reboque dos comerciais dias dos namorados e afins - compete às autarquias, paróquias e agremiações ressuscitar estes momentos. Mas porventura também às escolas e à comunidade educativa em geral.
O Pão por Deus é um momento muito rico na vida das crianças - andar a percorrer as ruas da aldeia ou bairro, a tocar às portas e a pedir o "pão por Deus", e a receber doces e bolos de festa previamente preparados pelos adultos, é um momento grande de solidariedade e comunhão. O que seria desejo, seguramente, de "todos os santos", cujo dia se comemora hoje...
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
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