Muitas vezes, o desporto está associado à violência e ao doping. Contudo, o desporto tem uma capacidade única de motivar e envolver multidões. Além disso, promove competências pessoais e sociais,
como por exemplo, a socialização e a disciplina, e valores como bem estar, amizade, fair-play, tolerância, espírito de equipa e a
verdade, entre muitos outros.
Para promover estes valores na escola e nos
clubes, foi criado o Plano Nacional de Ética no Desporto - ver aqui.
Defender as nossas cores, ou as cores da nossa equipa, é saudável, normal e desejável. Sofrermos quando perdemos e exultarmos quando ganhamos, também. Sentir que o árbitro errou a nosso favor, será um alívio. Sentir que errou a favor do adversário, irrita. No entanto, é indispensável não perder a lucidez. Se, na televisão, se vê que a falta é fora da área, é mesmo fora da área. Se o avançado foi rasteirado, foi rasteirado. Se a bola não entrou, não entrou. Independentemente do que o árbitro, por erro - assim como os jogadores erram ao marcar penaltis ou a defender remates fáceis fazem - tenha assinalado.
Respeitar o adversário é fundamental, mesmo que fiquemos contentes por estar a mais pontos dele. Tudo o resto - fundamentalismos, persistência em dizer o contrário do que os factos mostram, irritação e vandalismo -, é fanatismo, hooliganismo e uma miserável amostra do que o ser humano tem de pior para mostrar.