terça-feira, 6 de março de 2012

A nossa Escola já faz Campeões

Nos Campeonatos Distritais de Lisboa de Xadrez - Jovens 2012 - a Camila Avelino foi campeã dos Sub 08- Ela, os pais e a Escola estão de Parabéns, bem como o Professor Luís.
Depois das aulas de Xadrez do 1º período, alguns alunos da nossa escola quiseram continuar a sua aprendizagem com o nosso professor, nas instalações do Grupo Dramático Ramiro José.

Oito Atletas da nossa escola participaram, a nível oficial, no passado fim-de-semana, nos Campeonatos de Lisboa, organizados pela Associação de Xadrez de Lisboa, e obtiveram excelentes resultados.

O destaque, naturalmente, vai para a obtenção do título de campeã feminina no escalão Sub_08 da Camila Avelino, aluna do 2º C, da profª Manuela Barbosa.

Para além dos resultados, queremos destacar, o enorme entusiasmo e prazer que os nossos jovens têm na prática do xadrez que, como sabemos, é uma excelente ferramenta para o desenvolvimento das faculdades das nossas crianças.

Por trás dos nossos “heróis” (não podemos esquecer que só muito recentemente começaram a jogar e já defrontaram alguns jogadores que têm anos de experiência e competição) não podemos deixar de realçar o importante papel dos pais e da escola.

Para todos os nossos parabéns.




segunda-feira, 5 de março de 2012

ensinar a música, fruir a música, viver a música


Ao contrário das artes plásticas, a música não deixa uma marca numa pedra, numa tela ou no barro. Esta "volatilidade" da Arte perfeita, é uma das suas características mas, talvez por isso, a associamos sempre a pessoas, a instrumentos, a partituras, palcos e concertos, ou seja, a objectos e a humanos.

A emoção estética que a música provoca (ou não), depende assim dos intermediários - a pensar, neste momento, em programas televisivos que fazem as delícias dos nossos filhos, como "Os Ídolos" ou "A tua cara não me é estranha", vemos como o criador (compositor) precisa, sem hipóteses de fugir a isso, de um objecto (instrumento) e de uma pessoa (o intérprete) para dar corpo à obra.

Sendo a música, repetimos, a Arte perfeita, é bom pensar em mostrar música e espectáculos, de todos os tipos, dar a conhecer os instrumentos, levar as crianças a concertos (mesmo que adormeçam a meio) e mostrar a possibilidade de diferentes versões da mesma partitura ou canção. O mesmo se passa com a dança.

Gestos, corpos, vestuários, espaços e gestão de espaços, línguas e linguagens, tanta coisa. A música é a vida - e quem passa ao lado dela falhará, decerto, uma vida mais realizada e mais feliz.

PS: e por isso temos de chamar a atenção aos nossos filhos para a importância das aulas de música e para o que lá se ensina, exigindo respeito pela Arte e vontade de aprender a senti-la. O facto de ser um espaço lúdico não pode ser um espaço para malcriação, balda ou menorização dos conteúdos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Exposição a não perder

"Dom Dinis - entre a História e a Lenda" - Exposição até 23 Abril (todos os dias: 10h-17h)
No âmbito da celebração dos 750 Anos do Nascimento do Rei D. Dinis (1261), realizada em outubro de 2011, o Museu do Combatente no Forte do Bom Sucesso (junto à Torre de Belém), apresenta a exposição D. Dinis, dedicada à vida e obra deste magnífico monarca português.

O evento é direcionado para as crianças, sendo caracterizado pela simplicidade da sua apresentação e interação com o público. No entanto, dada a exposição de várias imagens relacionadas com a pesquisa e exploração do imenso património legado pelo Rei D. Dinis, esta é também uma exposição apelativa para adultos, sobretudo para aqueles que se interessem especificamente por estes temas.
D. Dinis foi sem qualquer margem para dúvida um dos grandes monarcas do seu tempo. Após a reconquista cristã era preciso, edificar sobre os alicerces deixados pelos seus antecessores.

Assim, D. Dinis implementou, o que hoje se designa, um desenvolvimento sustentado, fomentando a agricultura, o comércio interno e externo, a indústria e a exploração mineira. Mas, o rei 'Lavrador, depois de lavrar a terra também se preocupou em lavrar os espíritos sendo a cultura um dos seus maiores interesses pessoais. D. Dinis não só apreciava a literatura, como foi ele próprio um poeta notabilíssimo e um dos maiores e mais fecundos trovadores do seu tempo.
Durante o seu reinado, Lisboa foi um dos centros europeus de cultura. D. Dinis deixou para a história o Tratado de Alcanices que definiu a mais estável e antiga fronteira europeia e também o Tratado de Turrelas onde brilhou com diplomata e juiz. Fundou a Universidade de Lisboa e ainda foi, segundo alguns autores, o primeiro "pensador" dos Descobrimentos - a plantação do pinhal de Leiria, fonte de madeira apra embarcações, e a contratação de um dos mais prestigiados navegadores genoveses, o almirante Pessanha, são prova disso.

Casou com D. Isabel de Aragão, de quem teve dois filhos: D. Constança. e D. Afonso, seu sucessor.

A exposição é complementada por um jogo interativo (semelhante ao jogo da Glória), em que os participantes são convidados a aplicar os conhecimentos adquiridos na exposição e também a partirem à descoberta de algumas curiosidades relacionadas com a vida de D. Dinis, um rei que soube cuidar da terra e olhar para o mar, e que entendeu que a cultura e a literacia são as melhores armas que se pode ter.

Informações e marcações de visitas guiadas: 927 383 139 | 213 017 225 |

Obs.: Visita disponível para grupos organizados ou escolas. Preço 2€

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

uma sugestão para o próximo fim-de-semana


É o Museu mais visitado de Portugal. E justifica-se, quer pela beleza do edifício (provavelmente no final do ano mudará de instalações), quer pela colecção riquíssima de coches, caleches, liteiras e outras formas de transporte antigas, no que constitui a colecção mais vasta em todo o mundo.

A entrada é gratuita para as crianças e os adultos pagam apenas 5€ (comparando com os museus de qualquer outro país, é uma bagatela).

E, à saída, depois de uns momentos bem passados, vale a pena atravessar a Calçada da Ajuda e entrar na pastelaria A Chique de Belém, que ganhou o concurso dos melhores pastéis de nata de Lisboa. E justificam o prémio!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

a não perder

Dos 8 aos 88 anos. Um filme fabuloso, que nos conduz ao mundo dos sonhos, da magia, do cinema e dos sentimentos. Estamos a falar de "A Invenção de Hugo", de Martin Scorcese.


A não perder. Estou certo de que as crianças, sobretudo do 3º e do 4º anos (as mais novas talvez precisem de mais maturidade para apreciar o filme) adorarão ver este filme, onde outras crianças lutam por descobrir a sequência da vida e a razão porque vivemos.

Fica a sugestão!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

desfile de Carnaval - sexta-feira, 17

Caros pais,

O Carnaval aproxima-se a todo o vapor, e como tal, a CAF do 1º ciclo preparou uma pequena surpresa para comemorar em grande este período.

Amanhã (sexta-feira), dia 17 de fevereiro, iremos realizar um desfile de Carnaval a partir das 17:45 no período do ATL. As crianças levarão as suas máscaras para desfilarem até à escola D. Filipa de Lencastre e apresentaremos os dois grandiosos carros alegóricos que temos andado a construir.

Como tal, gostaríamos de convidar os pais e encarregados de educação a acompanharem o nosso trajeto e a passarem um bom momento de diversão!

Esperamos por todos!

A Direção da APEE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

um farol com 100 anos


Portugal, com os seus 1230 km de costa no Continente (mais os 917 km nas Regiões Autónomas), tem uma enorme diversidade de faróis.

Os faróis são sempre entidades misteriosas - não apenas pelas histórias de contabandistas -, mas pelas vivências que inspiram, pelo seu papel de orientação de navios e gentes solitárias, sem os quais ficariam perdidos, e pela solidão, também, que acompanha, de algum modo, a vida do faroleiro.

Actualmente as coisas são diferentes, com os métodos electrónicos de navegação e de iluminação, mas os faróis continuam a ser um lugar único. Há, aliás, vários livros sobre o tema (incluindo um publicado pelos CTT). As crianças gostam de faróis - e vale a pena, seja ao pé de Lisboa, seja em locais de férias, visitá-los quando possível. Até pela internet, se não puder ser presencialmente. Os faróis são, simbolicamente, a certeza de que não estamos, nem sós, nem perdidos.
Vem isto a propósito dos 100 anos do Farol do Penedo da Saudade, situado 800 metros a Norte de S. Pedro de Moel, que entrou em funcionamento a 15 de fevereiro de 1912.


Tem uma torre com 32 metros de altura e fica situado a uma altitude de 55 metros. De março de 1916 a dezembro de 1919, o farol esteve apagado devido à I Grande Guerra.

Inicialmente foi instalado um aparelho ótico de 3ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), com a rotação da ótica produzida por uma máquina de relojoaria. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo.

A ótica primitiva não se manteria no farol por muito tempo, visto que foi deslocada para o novo farol do Cabo Mondego. De 3 de março a 27 de julho de 1921, o farol esteve novamente apagado para substituição da referida ótica. O aparelho lenticular então instalado foi também de 3ª ordem, grande modelo, dando grupos de dois relâmpagos.

O farol foi dotado de energia elétrica com a instalação de grupos eletrogéneos em 1947, só vindo a ser ligado à rede de distribuição pública de energia em 1980, ano em que foi iniciada também a sua automatização. A potência da lâmpada utilizada no farol, que em 1947 era de 6000 watts, foi sendo progressivamente reduzida para os atuais 1000 watts.

Pais: aproveitem as oportunidades e visitem os muitos faróis que existem na nossa costa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

cansaço... - (parte 2)


Continuando a Entrada de há dias (ver aqui), adiantam-se algumas explicações orgânicas para o cansaço na criança.

Existem situações orgânicas que podem revelar-se por cansaço, entendendo este cansaço como aquele que é “anormal” para a criança em questão, ou em comparação com os da mesma idade, e que não se limita a um ou dois dias, mas que se prolonga por vários dias ou até semanas. Outro aspecto importante tem a ver com o facto de as queixas serem veiculadas pelo próprio e não pelos pais. Salvo algumas excepções, como algumas chamadas de atenção, é raro uma criança queixar-se “a sério” de cansaço. Se o fizer, o assunto não deve ser desvalorizado.

·   algumas doenças agudas e crónicas podem ser responsáveis pelo aparecimento de cansaço. Aliás, praticamente todas as doenças o podem fazer: infecções virais ou bacterianas, sobretudo se prolongadas, anemias, doenças crónicas do aparelho respiratório, renal, cardíaco ou outros, enfim o cansaço e a falta de forças (astenia) são queixas comuns nestas situações. Curiosamente, na anorexia nervosa, apesar do emagrecimento, da quase exaustão muscular e da anemia, as raparigas (e os raros rapazes que a têm) continuam com uma “pedalada” muito razoável, não se queixando de cansaço. Até ao dia em que “caem para o lado”;

Embora, geralmente, existam outros sintomas e sinais que permitem diagnosticar esta ou aquela doença, há situações em que o cansaço podeser, durante vários dias ou semanas, a única queixa: basta relembrar a tuberculose, a mononucleose e outras infecções.

·   “saltar” refeições - essa coisa de não tomar certas refeições - seja por esquecimento, seja por que se está a fazer "dieta" -, é um erro crasso pois além de não ser método de emagrecimento ainda se podem arranjar problemas, nomeadamente dores de cansaço. Algumas crianças levantam-se de manhã com o tempo contado (ou melhor, mal contado) e saem de casa sem tomar o pequeno-almoço. É um erro! O pequeno-almoço, depois de um jejum nocturno que é quase sempre superior a 10 horas, é essencial para repor os níveis de açúcar no sangue. Se estes baixam muito, diminui o rendimento intelectual (e o escolar), faltam as forças físicas e aparece irritabilidade, má disposição e... cansaço. O mesmo acontece se se estiver sem comer muitas horas à tarde, mas é mais comum ser o pequeno-almoço a refeição sacrificada;

·   dormir pouco - outra causa bastante frequente de cansaço. Cada pessoa tem o seu ritmo de sono e a necessidade em horas de sono varia muito conforme as pessoas e as idades. A maior parte das crianças e jovens precisa de dormir, e precisa de dormir em alturas do dia que muitas vezes não são as mais adequadas à organização da vida (durante o fim da manhã, por exemplo). Os horários escolares ou de trabalho não se compadecem com estas exigências biológicas;

·   outra razão para cansaço é o excesso de estímulos ou de actividade, puro e simples. Algumas crianças têm uma agenda diária muito sobrecarregada, com um grande número de horas de estimulação, mais aulas extra-curriculares disto e daquilo, actividades desportivas, “secas” nos transportes, etc. Se bem que seja bom fruir e usufruir dessas actividades, tudo isto, a somar a noites de pouco sono ou de sono pouco descansativo, causa cansaço;
·   enxaquecas - geralmente aparecem só de um lado, acompanhadas de esvaímento ou vertigem, com enjôo e frequentemente com sintomas sensoriais (luzes, sons, cheiros). Se há alguém na família com enxaquecas a probabilidade de as ter é maior;
    ·   outra vertente do problema tem a ver com os estados de alma - quando se está triste ou melancólico, provavelmente também se terá menos vontade de exercer grandes actividades físicas, caso esse em que “tudo o que se faça cansará”. É normal (e desejável) estar-se triste mas, obviamente, quando a tristeza dura muito tempo ou entra em níveis de depressão, então já exige uma atitude - o cansaço pode ser um dos primeiros sintomas, equiparando-se a outros sintomas designados por "equivalentes depressivos", como dores de cabeça, baixa de apetite, dores de estômago, perda de interesse pelas actividades do dia-a-dia, andar "embezerrado", problemas de sono (acordar muitas vezes durante a noite ou acordar muito cedo) e dificuldades de concentração, entre outras;

·   a tentativa de chamar as atenções, seja porque  criança se sente à margem da vida da família, seja porque se sente desprezada ou está em sofrimento e quer que alguém lhe ligue, pode ser uma razão para referir cansaço. “Sinto-me cansado!”, “Estou nas lonas!”. São queixas que despertam o interesse dos pais, mais do que se tossir ou espirrar. Algumas vezes, mesmo sentir nada de especial, a criança leva a sua “representação” até ao fim, sujeitando-se inclusivamente a análises e exames ou até a internamento;

·   quando existe uma pessoa doente no aglomerado familiar ou no círculo de amigos, as crianças podem, também eles, ter sintomas, de origem psicossomática mas nem por isso menos reais. O cansaço é um deles.


Ficaram aqui muitas causas de cansaço na idade infantil. Cansaço, fadiga, exaustão - chamemos-lhe assim. Com a certeza de que a palavra significa coisas diferentes para pessoas diferentes, que é um sintoma cuja intensidade e qualidade só o próprio pode classificar, que é muitas vezes o primeiro sintoma de uma situação de doença, outras tantas um sintoma acompanhante de outros sintomas, e ainda, em muitos casos, com causa psíquica, mental ou relacional.