segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fernando Pessoa na Gulbenkian



Vale a pena visitar a exposição sobre Fernando Pessoa que está na Fundação Gulbenkian. A exposição, que já passou pelo Brasil, e agora ficará patente em Lisboa até 30 de Abril, inclui livros interactivos, objectos pessoais e manuscritos do poeta e dos seus heterónimos, mas também não deixa de fora as representações pictóricas do artista ou da sua época.
Aqui poder-se-á ver toda a multiplicidade da obra do grande poeta , conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo universo de Pessoa, para que leia, veja, sinta e ouça a materialidade das suas palavras.

Pode visitar-se todos os dias, excepto à segunda-feira, das 10h00 às 18h00. Encerra no Domingo de Páscoa. A entrada custa 4€.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

quem quer subscrever este abaixo-assinado do Prof. Eduardo Sá?

Eu, abaixo assinado, declaro, solenemente, que lutarei para que uma sociedade aberta ao conhecimento, não se construa à margem da pergunta e da diferença, nem das histórias, do brincar ou da conversa. Porque uma escola que fratura humanidade e conhecimento (ou que divide os alunos, distinguindo os diferentes dos iguais ou os que aprendem dos que têm necessidades educativas especiais) ouve mas não escuta, exige atenções mas é desatenta. E, sendo assim, reclama-se inclusiva mas não será acolhedora.

E, declaro ainda, que lutarei (até que vença) para que se reconheça - com respeito pela dignidade das pessoas e pelo futuro - que o melhor indicador de sucesso educativo não é, nem nunca foi, a empregabilidade, mas que será, para sempre, a sabedoria. Se a empregabilidade representa uma visão de mundo, onde os valores do dinheiro fazem com que a paixão seja pilhada e capitule, só quando sabedoria e trabalho se casam um com o outro, ligam a humanidade dos gestos, a ousadia de nunca se deixar de perguntar «porquê?», a lealdade de interpelar e de contrapor, o arrojo de pensar e a clarividência de empreender, que distinguem quem ama (a vida, as pessoas e o conhecimento) daqueles que, tenham os sonhos que tiverem, se resignam a ser, mansamente, adaptados.

Eu, abaixo assinado, comprometo-me solenemente a estar distraído sempre que um professor não tiver um jeitinho especial para me render aos encantos do que ensina. E que farei por exigir autoridade a quem, somente, exiba disciplina. E declaro, ainda, que, honrando isso, tudo farei para me insubordinar contra todos aqueles que confundem democracia de oportunidades com mediocridade e sucesso educativo com exigências minimalistas (que, ao adoçarem as notas, mentem sobre a forma como todos temos, premeditadamente, descuidado a educação). E declaro, por fim, que lutarei por demonstrar que aprender com gosto é e fácil e é bonito, mas que o rendimento sem alma é humilhante e um embuste.

E comprometo-me a reconhecer que a escola jamais será, unicamente, um local para desenvolver (algumas) competências mas que ela serve, sobretudo, para nos educarmos uns aos outros. E, só depois, para aprender. E que, sejam quais forem as circunstâncias em que o exijam, nunca irei pactuar com essa vertigem esquizofrénica que acarinha quem repete e que castiga quem copia.

Eu, abaixo assinado, declaro solenemente que a escola é um formidável complemento aos cuidados da família e reconheço que muitos professores, pela bondade e pela sabedoria com que nos iluminam, dão mais crédito ao desafio do crescimento que muitos tios e que muitos pais. E que, por isso mesmo, serei, para sempre, contra toda a educação que se dirija mais para a vaidade do que para a admiração, onde as pessoas, depois de aprenderem, sejam mais facilmente instigadas a reconhecerem os enganos dos outros do que a aprenderem com os seus, e a subtrair (qualidades) do que a fazer a diferença. Porque um mundo que acarinha as aparências em prejuízo da integridade (um mundo onde a demagogia inquina a política ou o populismo enviesa a justiça) mascara e mente mas não admira e não aprende. E um mundo assim terá na escola, para sempre e por amor à verdade, um adversário que jamais se deixará vencer.

E comprometo-me ainda a empenhar-me para que pontos de vista contraditórios nunca nos deixem de encaminhar para sínteses íntegras, simultaneamente mais complexas e mais simples, mais singulares e mais plurais, que não favoreçam a exibição do conhecimento mas que o desafiem para a clarividência diante das dúvidas (e que reconheçam, com humildade, que tem faltado fé ao conhecimento - fé nas pessoas e fé no futuro - e que conhecimento sem boa fé não é conhecimento mas, antes e só, obscurantismo).

Por tudo aquilo que acabei de ler, que será objeto de juramento e que irei assinar, declaro estar unicamente disponível para o regresso às aulas (porque a escola são todos os lugares onde há quem nos ensine que quem aprende com os erros nunca foge às responsabilidades. E que só assim se admira, se é íntegro, se aprende e se educa).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

interrupção letiva do Carnaval


Ateliers, Festa de Máscaras, Atividades Desportivas
20,21,22 de Fevereiro de 2012
Inscrições nos Serviços Administrativos da APEE EB1 São João de Deus até ao dia 16 de fevereiro, entre as 17:30 e as 18:50.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

programa para o fim-de-semana: visitar a Sagres


O Navio-Escola Sagres comemorou 50 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e de Portugal - foi mais precisamente ontem, 8 de Fevereiro de 2012.

Construído em Hamburgo, em 1937, entrou ao serviço da Marinha do Brasil e, em 1961, adquirido por Portugal com o objectivo de substituir a antiga Sagres, que já não se encontrava em condições .

Nestas funções efectuou mais de 150 viagens, no equivalente a três voltas ao mundo, com 385 visitas a portos e cerca de 600.000 milhas (perto de um milhão de quilómetros) navegadas. É conhecido como um Embaixador Itinerante ao serviço de Portugal.

Para assinalar tão importante data na vida do Navio, irão decorrer diversas atividades de natureza social e cultural no período de 4 a 12 de fevereiro, com o Navio atracado no cais de Alcântara, em Lisboa. O programa dos festejos pode ser visto aqui. Já que vai estar de sol, aproveitem para uma deslocação a Alcântara e uma visita à Sagres - não haverá criança que não adore e sempre se pode respirar o Tejo, antes que venham as chuvas lá mais para o meio do mês.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Robótica - continua o êxito!


As aulas de Robótica continuam em alta. O entusiasmo é grande e os alunos dos 2º C, 3º A, 3º B, 3º C e 4º C têm-se divertido - e aprendido - a fazer carros, uma arena para beyblades, barcos, cidades animadas, moinhos e mais um conjunto de actividades.

Os professores André e Rita têm dinamizado muito bem as aulas e ganho o respeito de todos os alunos - nestas aulas NINGUÉM se porta mal... nem os beyblades fazem barulho! Foi mais uma excelente iniciativa da nossa Escola.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

reforçar a existência - combater a tristeza e a depressão.


Qual a diferença entre viver e sobreviver? Mesmo que não se consiga uma definição precisa, do ponto de vista linguístico, todos nós, como pais, sabemos de momentos em que nos sentimos mais a sobreviver do que a viver, fosse ao acordarmos a meio da noite para acorrer a um sonho mau dos nossos filhos ou para lhes dar leite, seja quando chegamos cansados e a apetecer-nos estar sós, connosco próprios, e temos de corrigir TPCs, orientar banhos, responder às milhentas perguntas que as crianças têm, ouvi-las, escutá-las ou meramente preparar o jantar.

O psicanalista Robert Neuburger diz o que pensa: vive-se e até se pode sobreviver, mas não se existe, quando não se encontra alegria no que se faz, quando não se têm sonhos, quando não há tempo para nós próprios. Mas também não se existe quando somos transparentes para os outros, quando ninguém quer saber de nós, quando não temos laços de pertença a amigos, família ou algo de humano. Por outro lado, é importante também termos auto-estima sem sermos narcísicos, e estabelecermos boas relações interpessoais e de grupo: quando esses laços se quebram sentimos a dor, a perda, o luto. E podemos entrar em tristeza e em depressão.

Para Neuburger, esta tristeza ou mesmo depressão é um "déficite de existência" e a resposta a ela deverá ser "encher a existência" novamente, fazendo ver como as pessoas são importantes, para si próprias e para os outros, mostrar as partes boas da vida, ensinar a relativizar os fracassos e, sobretudo, a identificar os problemas mas a concentrar a energia na sua solução - assim, a pessoa reãdquirirá uma das coisas mais importantes da vida: a dignidade. E voltará a existir.

Os nossos filhos, mesmo sendo pequenos, têm momentos em que se sentem mal, em baixo, tristes, confundidos. Pensemos no que está acima escrito e no que poderemos fazer por eles.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Os dias estão frios e, mesmo que se espere uma ligeira melhoria, assim vão continuar.
Sabemos da renitência das crianças em usarem blusões ou casacos "Ó mãe, não tenho frio!" - e depois o entra e sai, da aula para o corredor ou para o recreio, não convida crianças desta idade a porem e tirarem os agasalhos.

Pais: conversem com os vossos filhos e façam-nos sentir a necessidade de usar bons abafos, luvas, cachecol e até barrete. Alguns perder-se-ão na escola, mas por isso mesmo combinem com eles a metodologia para que isso tenha menos probabilidade de acontecer, e verifiquem quando os forem buscar, se trazem tudo.

Estamos em época de frio, com surto de gripe e probabilidade elevada de infecções respiratórias. Quem avisa...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

passatempo Florbela - um estímulo à leitura

A Ukbar Filmes e as Bibliotecas Municipais de Lisboa convidam os leitores a ler a obra de Florbela Espanca antes, durante e depois da exibição comercial do filme elaborado sobre a sua vida, marcada para o dia 8 de Março de 2011.

Objectivo
O Passatempo FLORBELA tem como objectivo dinamizar o hábito de leitura de autores portugueses, em especial no público jovem.

Quem pode participar
Todos os indivíduos que possuam cartão de leitor das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Os indivíduos menores de 18 anos terão que apresentar uma autorização dos pais/tutores para receberem e usufruírem dos prémios ganhos no Passatempo.

Candidatura
O passatempo será lançado na página do Facebook das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Será constituído por 5 perguntas de resposta múltipla, às quais os participantes deverão responder correctamente e finalizar com uma frase de sua autoria sobre a poetisa Florbela Espanca. A resolução das perguntas poderá ser encontrada nas obras de Florbela Espanca disponíveis nas Bibliotecas Municipais das Galveias, Orlando Ribeiro e Camões. 

Os participantes deverão enviar um e-mail com as suas respostas e frase criativa para passatempo@florbela.pt até às 19h do dia 18 de Fevereiro de 2012.

De modo a ser elegível, o participante deverá incluir no e-mail os seguintes elementos: nome, idade, morada, contacto telefónico e número de leitor.

Os vencedores serão anunciados dia 27 de Fevereiro no site das Bibliotecas e serão convidados a estar presentes na antestreia do filme, dia 28 de Fevereiro pelas 21:30, no cinema São Jorge, em Lisboa.
 
Calendário  de 26 de Janeiro de 2012 a 18 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

saber estar


Na continuação do que abordámos ontem, o ensinar a "saber estar" é uma das tarefas fundamentais da Escola e dos pais e familiares.
É raro o comportamento que é sempre errado - até matar pode ser certo, se em legítima defesa - e a questão é a inadequação ou adequação do comportamento. Muitas vezes dizemos "não corras!", quando a questão não é "não corras", mas "não corras aqui porque o espaço é exíguo e podes partir alguma coisa". A frase é grande e nós intuímos que as crianças sabem o que nós sabemos e queremos... mas por vezes não sabem. E, assim, acham estranho ouvir "não corras" e, daí a bocado,  no parque, escutarem o contrário "corre!".
Saber ler o ambiente humano e o ambiente físico e adequar o comportamento é, talvez, o trunfo mais importante para viver em sociedade.
A este propósito, vale a pena deliciarem-se com este violinista que viu o seu concerto interrompido por um toque de telemóvel (o que acontece com uma frequência inacreditável). Ao ouvir o toque do "Nokia" (que está na pauta acima, para quem quiser trautear!!!), Lukas Kmit, o violinista, "arrumou o assunto".

Mostrem aos vossos filhos, para eles aprenderem um pouco mais do "saber estar"... e talvez no futuro "saibam estar" e se lembrem de desligar o telemóvel em sítios onde não é adequado terem-nos ligados... como tantos pais ainda fazem (paralelo aos que falam aos berros em reuniões, restaurantes ou em qualquer outro local, incomodando os nossos tímpanos com os seus decibéis).


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

será que "tudo o que mexe" é hiperactivo?


Grassa pelo mundo uma verdadeira "epidemia" de hiperactividade. Mais, de hiperactividade e déficite de atenção. Mas será que é verdadeiramente assim? Há cada vez mais crianças diagnosticadas com alterações destas duas vertentes, afinal interligadas, e que se relacionam com as chamadas "síndromas disléxicas" e com as "síndromas do espectro do autismo". Tanto diagnóstico em tão pouco tempo, diríamos. Mas é o que observamos um pouco por toda a parte - os diagnósticos, porque quiçá não tanto as crianças com estas situações.

A vontade de resolver tudo num minuto e de responder às questões complexas com soluções fáceis, leva a que as perturbações do comportamento escolar, nomeadamente, sejam muitas vezes "resolvidas" com o auxílio de medicamentos "para a atenção". Não é que não possam ser necessários, em alguns casos, mas ignorar que o mesmo ser humano de há milhares de anos tem de enfrentar mundos completamente diferentes, com um aumento exponencial de estímulos (alguns irresistíveis) e sobretudo de origem artificial, e pensar que as crianças de hoje têm de "funcionar" da mesma forma do que há décadas, é um erro crasso. O animal é o mesmo, o ambiente não.

Por vezes não é fácil distinguir uma agitação ou irrequietude de uma hiperactividade patológica. Mas uma coisa é esta situação - devida a anomalias nos mediadores cerebrais - outra será a desatenção normal de quem acorda cansado, vive cansado, hiperestimulado, com matérias por vezes desinteressantes para o aluno (por muito interesse que possam ter na construção do edifício educativo da criança), professores também eles cansados e pouco tolerantes para as irrequietudes infantis, e que ainda leva, em alguns casos, TPCs para casa, onde chega à hora de tomar banho e de jantar, para no dia a seguir começar tudo de novo. Para a criança, para os pais e para os professores.

A "hiperactividade" das crianças é, quase sempre, uma mistura de cansaço, stresse, má educação e disfunção familiar, associada a ambientes hiperestimulantes e que sobrecarregam o cérebro da criança com "informação-lixo", seja um carro a buzinar na rua, sejam os reflexos do sol nos vidros da aula ou as risadas dos colegas no corredor.

Temos de pensar este assunto com calma e debatê-lo, antes que os medicamentos "para a atenção" (nos idosos será os medicamentos "para a tensão"), tomem conta do universo infantil, rotulando as crianças, tendo efeitos colaterais, sendo caros e, também, desresponsabilizando os estudantes que encontram aí um bom alibi para os seus fracassos decorrentes de preguiça e falta de empenho, estudo e brio, e desculpabilizando os pais que não acompanham os filhos, pensando ainda que a escola é que "induca".