quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

programa para o fim-de-semana: visitar a Sagres


O Navio-Escola Sagres comemorou 50 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e de Portugal - foi mais precisamente ontem, 8 de Fevereiro de 2012.

Construído em Hamburgo, em 1937, entrou ao serviço da Marinha do Brasil e, em 1961, adquirido por Portugal com o objectivo de substituir a antiga Sagres, que já não se encontrava em condições .

Nestas funções efectuou mais de 150 viagens, no equivalente a três voltas ao mundo, com 385 visitas a portos e cerca de 600.000 milhas (perto de um milhão de quilómetros) navegadas. É conhecido como um Embaixador Itinerante ao serviço de Portugal.

Para assinalar tão importante data na vida do Navio, irão decorrer diversas atividades de natureza social e cultural no período de 4 a 12 de fevereiro, com o Navio atracado no cais de Alcântara, em Lisboa. O programa dos festejos pode ser visto aqui. Já que vai estar de sol, aproveitem para uma deslocação a Alcântara e uma visita à Sagres - não haverá criança que não adore e sempre se pode respirar o Tejo, antes que venham as chuvas lá mais para o meio do mês.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Robótica - continua o êxito!


As aulas de Robótica continuam em alta. O entusiasmo é grande e os alunos dos 2º C, 3º A, 3º B, 3º C e 4º C têm-se divertido - e aprendido - a fazer carros, uma arena para beyblades, barcos, cidades animadas, moinhos e mais um conjunto de actividades.

Os professores André e Rita têm dinamizado muito bem as aulas e ganho o respeito de todos os alunos - nestas aulas NINGUÉM se porta mal... nem os beyblades fazem barulho! Foi mais uma excelente iniciativa da nossa Escola.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

reforçar a existência - combater a tristeza e a depressão.


Qual a diferença entre viver e sobreviver? Mesmo que não se consiga uma definição precisa, do ponto de vista linguístico, todos nós, como pais, sabemos de momentos em que nos sentimos mais a sobreviver do que a viver, fosse ao acordarmos a meio da noite para acorrer a um sonho mau dos nossos filhos ou para lhes dar leite, seja quando chegamos cansados e a apetecer-nos estar sós, connosco próprios, e temos de corrigir TPCs, orientar banhos, responder às milhentas perguntas que as crianças têm, ouvi-las, escutá-las ou meramente preparar o jantar.

O psicanalista Robert Neuburger diz o que pensa: vive-se e até se pode sobreviver, mas não se existe, quando não se encontra alegria no que se faz, quando não se têm sonhos, quando não há tempo para nós próprios. Mas também não se existe quando somos transparentes para os outros, quando ninguém quer saber de nós, quando não temos laços de pertença a amigos, família ou algo de humano. Por outro lado, é importante também termos auto-estima sem sermos narcísicos, e estabelecermos boas relações interpessoais e de grupo: quando esses laços se quebram sentimos a dor, a perda, o luto. E podemos entrar em tristeza e em depressão.

Para Neuburger, esta tristeza ou mesmo depressão é um "déficite de existência" e a resposta a ela deverá ser "encher a existência" novamente, fazendo ver como as pessoas são importantes, para si próprias e para os outros, mostrar as partes boas da vida, ensinar a relativizar os fracassos e, sobretudo, a identificar os problemas mas a concentrar a energia na sua solução - assim, a pessoa reãdquirirá uma das coisas mais importantes da vida: a dignidade. E voltará a existir.

Os nossos filhos, mesmo sendo pequenos, têm momentos em que se sentem mal, em baixo, tristes, confundidos. Pensemos no que está acima escrito e no que poderemos fazer por eles.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Os dias estão frios e, mesmo que se espere uma ligeira melhoria, assim vão continuar.
Sabemos da renitência das crianças em usarem blusões ou casacos "Ó mãe, não tenho frio!" - e depois o entra e sai, da aula para o corredor ou para o recreio, não convida crianças desta idade a porem e tirarem os agasalhos.

Pais: conversem com os vossos filhos e façam-nos sentir a necessidade de usar bons abafos, luvas, cachecol e até barrete. Alguns perder-se-ão na escola, mas por isso mesmo combinem com eles a metodologia para que isso tenha menos probabilidade de acontecer, e verifiquem quando os forem buscar, se trazem tudo.

Estamos em época de frio, com surto de gripe e probabilidade elevada de infecções respiratórias. Quem avisa...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

passatempo Florbela - um estímulo à leitura

A Ukbar Filmes e as Bibliotecas Municipais de Lisboa convidam os leitores a ler a obra de Florbela Espanca antes, durante e depois da exibição comercial do filme elaborado sobre a sua vida, marcada para o dia 8 de Março de 2011.

Objectivo
O Passatempo FLORBELA tem como objectivo dinamizar o hábito de leitura de autores portugueses, em especial no público jovem.

Quem pode participar
Todos os indivíduos que possuam cartão de leitor das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Os indivíduos menores de 18 anos terão que apresentar uma autorização dos pais/tutores para receberem e usufruírem dos prémios ganhos no Passatempo.

Candidatura
O passatempo será lançado na página do Facebook das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Será constituído por 5 perguntas de resposta múltipla, às quais os participantes deverão responder correctamente e finalizar com uma frase de sua autoria sobre a poetisa Florbela Espanca. A resolução das perguntas poderá ser encontrada nas obras de Florbela Espanca disponíveis nas Bibliotecas Municipais das Galveias, Orlando Ribeiro e Camões. 

Os participantes deverão enviar um e-mail com as suas respostas e frase criativa para passatempo@florbela.pt até às 19h do dia 18 de Fevereiro de 2012.

De modo a ser elegível, o participante deverá incluir no e-mail os seguintes elementos: nome, idade, morada, contacto telefónico e número de leitor.

Os vencedores serão anunciados dia 27 de Fevereiro no site das Bibliotecas e serão convidados a estar presentes na antestreia do filme, dia 28 de Fevereiro pelas 21:30, no cinema São Jorge, em Lisboa.
 
Calendário  de 26 de Janeiro de 2012 a 18 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

saber estar


Na continuação do que abordámos ontem, o ensinar a "saber estar" é uma das tarefas fundamentais da Escola e dos pais e familiares.
É raro o comportamento que é sempre errado - até matar pode ser certo, se em legítima defesa - e a questão é a inadequação ou adequação do comportamento. Muitas vezes dizemos "não corras!", quando a questão não é "não corras", mas "não corras aqui porque o espaço é exíguo e podes partir alguma coisa". A frase é grande e nós intuímos que as crianças sabem o que nós sabemos e queremos... mas por vezes não sabem. E, assim, acham estranho ouvir "não corras" e, daí a bocado,  no parque, escutarem o contrário "corre!".
Saber ler o ambiente humano e o ambiente físico e adequar o comportamento é, talvez, o trunfo mais importante para viver em sociedade.
A este propósito, vale a pena deliciarem-se com este violinista que viu o seu concerto interrompido por um toque de telemóvel (o que acontece com uma frequência inacreditável). Ao ouvir o toque do "Nokia" (que está na pauta acima, para quem quiser trautear!!!), Lukas Kmit, o violinista, "arrumou o assunto".

Mostrem aos vossos filhos, para eles aprenderem um pouco mais do "saber estar"... e talvez no futuro "saibam estar" e se lembrem de desligar o telemóvel em sítios onde não é adequado terem-nos ligados... como tantos pais ainda fazem (paralelo aos que falam aos berros em reuniões, restaurantes ou em qualquer outro local, incomodando os nossos tímpanos com os seus decibéis).


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

será que "tudo o que mexe" é hiperactivo?


Grassa pelo mundo uma verdadeira "epidemia" de hiperactividade. Mais, de hiperactividade e déficite de atenção. Mas será que é verdadeiramente assim? Há cada vez mais crianças diagnosticadas com alterações destas duas vertentes, afinal interligadas, e que se relacionam com as chamadas "síndromas disléxicas" e com as "síndromas do espectro do autismo". Tanto diagnóstico em tão pouco tempo, diríamos. Mas é o que observamos um pouco por toda a parte - os diagnósticos, porque quiçá não tanto as crianças com estas situações.

A vontade de resolver tudo num minuto e de responder às questões complexas com soluções fáceis, leva a que as perturbações do comportamento escolar, nomeadamente, sejam muitas vezes "resolvidas" com o auxílio de medicamentos "para a atenção". Não é que não possam ser necessários, em alguns casos, mas ignorar que o mesmo ser humano de há milhares de anos tem de enfrentar mundos completamente diferentes, com um aumento exponencial de estímulos (alguns irresistíveis) e sobretudo de origem artificial, e pensar que as crianças de hoje têm de "funcionar" da mesma forma do que há décadas, é um erro crasso. O animal é o mesmo, o ambiente não.

Por vezes não é fácil distinguir uma agitação ou irrequietude de uma hiperactividade patológica. Mas uma coisa é esta situação - devida a anomalias nos mediadores cerebrais - outra será a desatenção normal de quem acorda cansado, vive cansado, hiperestimulado, com matérias por vezes desinteressantes para o aluno (por muito interesse que possam ter na construção do edifício educativo da criança), professores também eles cansados e pouco tolerantes para as irrequietudes infantis, e que ainda leva, em alguns casos, TPCs para casa, onde chega à hora de tomar banho e de jantar, para no dia a seguir começar tudo de novo. Para a criança, para os pais e para os professores.

A "hiperactividade" das crianças é, quase sempre, uma mistura de cansaço, stresse, má educação e disfunção familiar, associada a ambientes hiperestimulantes e que sobrecarregam o cérebro da criança com "informação-lixo", seja um carro a buzinar na rua, sejam os reflexos do sol nos vidros da aula ou as risadas dos colegas no corredor.

Temos de pensar este assunto com calma e debatê-lo, antes que os medicamentos "para a atenção" (nos idosos será os medicamentos "para a tensão"), tomem conta do universo infantil, rotulando as crianças, tendo efeitos colaterais, sendo caros e, também, desresponsabilizando os estudantes que encontram aí um bom alibi para os seus fracassos decorrentes de preguiça e falta de empenho, estudo e brio, e desculpabilizando os pais que não acompanham os filhos, pensando ainda que a escola é que "induca".

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mahatma Gandhi - aniversário da sua morte



Passados 64 anos sobre o assassinato de Mahatma Gandhi, uma marcha realizada em Calcutá reuniu 485 crianças e entrou para o Guinness como a reunião com mais pessoas vestidas como o líder da libertação indiana.

Gandhi foi quem conhecemos, e o ideal da não-violência e do protesto através de formas pacíficas ficou para a História.

Na nossa Escola tivemos (temos!) um projecto em sua memória - felizmente não se registam casos relevantes de bullying mas não esqueçamos que os lobos maus também moram dentro de cada um de nós, e que, a menos que os aprendamos a domar, eles saltarão, por vezes quando menos se espera. Prossigamos, pais e professores, o rumo do ensino da não-violência e da forma pacífica de derimir conflitos. Não só em homenagem a Gandhi, assassinado há 64 anos, mas também e sobretudo por todos nós.



PS: lembram-se quando, em 2010, muitos dos nossos filhos se vestiram à Fernando Pessoa, no aniversário da sua morte?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Campeonato de Xadrez - exibição à altura!


Decorreu no Pavilhão da Escola Dona Leonor de Lencastre, o V Campeonato Distrital Escolar de Lisboa, por Equipas.
A nossa Escola esteve representada por três equipas:
Equipa A = Eduardo Cordeiro, André Barbagallo, Ricardo Henriques e Carolina Teixeira.

Equipa B = João Prazeres, José Maria Cordeiro, Rafael Ribeiro e Tiago Prazeres

Equipa C = Tomás Cordeiro, António Moraes, Camila Avelino e Gonçalo Teixeira.


As três equipas foram brilhantes! Defrontando adversários com muita tarimba, alguns com largos anos de prática e ainda outros com aulas diárias de xadrez, os representantes da nossa Escola não se deixaram intimidar e obtiveram um número muito grande de vitórias.

A classificação final, entre 40 equipas, foi: equipa B, 15º lugar; equipa A, 26º lugar e equipa C, 31º lugar.







Praticamente todos os jogadores tiveram pelo menos uma vitória e coube a um dos elementos da equipa B o primeiro xeque-mate das 552 partidas que se efectuaram: o Cordeiro (Zé Maria) deu xeque-Pastor...

João Prazeres e Tomás Cordeiro conseguiram os melhores resultados individuais dos representantes da Escola.

A organização, a cargo do Grupo de Xadrez de São Marcos, em parceria com a Associação de Xadrez de Lisboa, e com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e do Agrupamento de Escolas D. João II, em São Marcos, foi impecável, com apoio de lanche e todas as estruturas de que as crianças e os familiares necessitavam.

Parabéns aos jogadores, às equipas, e um enorme abraço ao Professor Luís Rodrigues, o grande mobilizador das vontades e que tão bem tem ensinado e motivado os nossos filhos. Aqui está ele, com os seus capitães: Eduardo Cordeiro da equipa A, João Prazeres da equipa B e Tomás Cordeiro da equipa C.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

cansaço... - (parte 1)


Muitas crianças, na escola ou ao voltar para casa, queixam-se de cansaço. E embora seja bom separar o cansaço físico do cansaço psicológico, do estar farto de alguma coisa, etc, definir “cansaço”, ou a sensação de se “estar cansado”, é tarefa muito subjectiva. Quem somos nós para “decidir” do cansaço dos outros - e quantas vezes os pais não caem nesse erro e dizem aos filhos: “não tens idade para estar cansado”, “na tua idade eu nunca me cansava” (mentira!), “estás cansado o quê, pensas que me enganas, o que tu não queres é ir à escolar”, ou então levam demasiadamente a sério uma queixa que não pretendia ser mais do que um desabafo, ao fim de um daqueles “dias de cão”: “andas cansado? é? Então é melhor fazeres umas análises”. “Mas eu não disse nada, era só...”. “Não, não! Disseste que estavas cansado. Amanhã levo-te ao médico”.

Sentir-se cansado é algo de muito subjectivo, como qualquer sentimento o é - ter fome, ter sono, estar alegre ou triste, não são decretáveis por lei nem regulamentáveis em qualquer Directiva da União Europeia. E muitas vezes nem sabemos muito bem porque é que isso acontece. Ainda agora estávamos bem e, de repente, “dá-nos o amoque”. “Caíu-nos na fraqueza!” - é a expressão que utilizamos e que, não expressando afinal nada de científico, consegue ser tão precisa.  Há um momento em que o corpo (ou a mente, ou ambos) pedem tréguas e, das duas uma, ou lhes damos razão e descansamos - e o cansaço passa -, ou persistimos a não ouvir a “voz do dono” (e a voz da razão) e continuamos sem descanso, até ficarmos (deixa cá ir ver no Dicionário) "esfandegados" ou "aplastados".

Cada pessoa tem o seu limite físico e psíquico, em termos de cansaço. E isso pouco tem a ver com estrutura esquelética ou muscular, com magreza ou obesidade. Pode dizer-se, claro, que um atleta se cansa menos facilmente a fazer desporto do que uma pessoa que apenas o pratica “quando o rei faz anos” (o que, em muitos casos, e até pela ausência de Rei neste País, quer dizer “nunca”). Mas as mesmas crianças atletas podem cansar-se facilmente com um dia normal de ou com uma noite mal dormida.

Se nos levantamos cansados - porque geralmente dormimos pouco, mal, com ruídos e barulhos, em colchões e almofadas que na maioria das vezes não nos proporcionam as condições de descanso ósteo-muscular suficientes, também acabamos por nos deitar cansados, depois de “aturarmos” a escola ou o trabalho, os transportes, enfim, tudo e “mais umas botas”. A meio do dia é que estamos bem (embora carentes de uma sestazinha... mas na maioria dos jardins infantis há um limite de idade para se poder continuar a dormir a sesta...), e se durante o dia ainda nos aguentamos é à custa de muitos bocejos e de outros tantos cafés.
É claro que o cansaço pode ser atribuível a doenças, mas isso será objecto de uma próxima Entrada. Até lá... bom descanso, durante este fim-de-semana soalheiro que se avizinha, e pensar um pouco nesta questão. Não andaremos - pais, Escola, sociedade - a exigir demasiado das crianças, em termos de actividade, regateando-lhes os espaços endorfínicos, tranquilos e de descanso físico e mental? Fica a pergunta...