sábado, 7 de janeiro de 2012

mais fruta, menos obesidade.


A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) quer incentivar as crianças até aos 10 anos a consumirem mais fruta diariamente e inverter a estatística nacional do consumo destes produtos que é de apenas dois por cento, relata o DN. Para tal, a APCOI vai desenvolver, a partir de terça-feira, em várias escolas do país, o projeto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável".
A APCOI, organização sem fins lucrativos que centra a sua atividade na promoção da saúde das crianças com projetos de prevenção, formação e investigação sobre sedentarismo, má nutrição, obesidade infantil e restantes doenças associadas, pretende com esta iniciativa incentivar o consumo de fruta no lanche escolar nos jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo.
Este ano, a aposta da APCOI vai, mais uma vez, para iniciativas dirigidas às crianças, uma vez que a «a prevenção da obesidade infantil deve ser uma prioridade, ainda para mais numa altura em que a preocupação maior a nível nacional é a economia", considera o presidente da organização Mário Silva, que acrescenta: "prevenir a obesidade infantil é poupar a saúde das futuras gerações e evitar o desperdício de milhares de euros para remediar o problema quando ele já está instalado".
 
O rastreio nutricional gratuito, feito por esta Associação  junto da população infantil tem sido "fundamental no diagnóstico e encaminhamento de novos casos para tratamento, permitindo melhorar o futuro dessas crianças".
 
O último estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre obesidade infantil revela também que mais de 90% das crianças portuguesas comem fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana, menos de um por cento das crianças bebe água todos os dias e só 2% consomem fruta fresca diariamente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bom Dia de Reis!


Chegados do Oriente, trouxeram ouro, incenso e mirra. Chamavam-se Gaspar, Belchior e Baltazar.
Relembremos estes Reis, paladinos da humildade e da sabedoria, e um abraço para os alunos que têm familiares espanhóis, por este dia tão especial: ¡Felices Reyes y que te traigan muchas cosas!

E para todos, uma boa fatia de Bolo-Rei.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

convalescer...

 
Convalescença. Lembram-se? O Dicionário de Sinónimos diz que esta palavra significa “arribação, melhoras, re-estabelecimento”. Infelizmente, desapareceu do léxico português e da prática do dia-a-dia.
 
Vem isto a propósito dos episódios de infecções respiratórias e síndromas gripais que têm afectado tantas crianças. Não sendo doenças graves em crianças saudáveis, podem “deitar abaixo” as crianças, que se sentem anormalmente cansadas, têm tosse seca e metálica, dores de cabeça e de barriga, dores nos músculos das pernas. Falta de forças. Cansaço. E uns dias de febre.
 
Mas mal esta desaparece, os pais, pressionados pelos empregos e empregadores, pelo “dia-a-dia” e mais umas quantas coisas, levam novamente as crianças à escola, para muitas delas voltarem à cama, doentes, às vezes com situações mais graves, como infecções bacterianas respiratórias.
A cura clínica (ausência de sintomas e de sinais) tem um determinado timing. Mas a cura dos tecidos e células, e a cura funcional dos órgãos, demora muito mais tempo, e requer o mínimo de factores agressores (ambiente urbano, ambiente da escola, tabaco, poluição, acordar cedo, frio, correrias) e um máximo de factores protectores (bom ar, dormir até tarde, descansar, boa comida).
As crianças portuguesas já não convalescem. Por várias razões plausíveis (na perspectiva dos interesses dos pais) mas perante a passividade de quase todos. Se não convalescem, e lá voltamos ao Dicionário -, também não arribam, não melhoram e não se re-estabelecem. Fica aqui o apelo!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

colégios internos: vamos tê-los de novo?



Os dados que chegam do Reino Unido mostram que o número de crianças em colégios internos tem vindo a aumentar substancialmente.

Embora não sejam já as escolas vitorianas e algumas se pareçam com verdadeiros hotéis, o facto não deve deixar de ser analisado porque pode expressar muitas coisas e as "leituras" demasiado rápidas poderão induzir em erros.

As razões apontadas são muitas: maior facilidade da aprendizagem; criação de espírito de grupo combatendo o isolamento em que as crianças estão no seu meio doméstico; o aumento do número de famílias monoparentais com as consecutivas dificuldades de gestão do tempo (os pais trabalham até muito tarde); casos de rebeldia e incapacidade dos pais em lidarem com os humores dos filhos - muitas podem ser as causas, mas é um fenómenos a que há que estar atento, se bem que, em Portugal, os colégios em regime de internato tenham sempre sido excepção. Mas os tempos mudam... e com eles as vontades, como escreveu o vate.