quarta-feira, 16 de novembro de 2011

dez minutos...


Já aconteceu, certamente, chegarem a casa e sentirem que o ambiente é tal que dá vontade de fugir a sete pés e voltar para o emprego... pois é. Tem a ver com a visita da Dona Birra.

Mas muitas dessas birras poderiam ser evitadas se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos. Dez minutos, apenas.

Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta, os sacos do supermercado e o (malfadado) telemóvel, não ir a correr ligar o computador ou cozinhar, e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.

Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.
Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.

Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma. Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais, designadamente os progenitores masculinos têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

maus comportamentos...

Segundo o Jornal "Público", o governo promete "tudo fazer" pela autoridade dos professores na sala de aula. E faz bem, já que os professores, como com graça circula num mail sobre uma parábola de Jesus Cristo adaptada aos dias de hoje, têm um dia-a-dia já suficientemente cansativo para terem ainda de aturar mal-criações, perturbação e barulho (para lá do que é normal e natural) e servirem de amas-secas, baby-sitters, psicólogos de ocasião ou pais susbtitutivos de crianças que, em casa, são mal-educadas, mal amadas e negligenciadas nos afectos.

Há "n" razões para comportamentos desadequados, começando pela imaturidade e pelo "terrível" facto de se ser rapaz ("factor de risco" para estas coisas), como o cansaço das crianças que se levantam cedo e têm um dia cansativo, deitando-se muitas vezes tarde, até situações de verdadeira hiperactividade ou deficite de atenção.

Contudo, em muitos casos o que existe é, pura e simplesmente, malcriação e crianças a crescer numa atitude de prepotência, jactância e "posso-quero-e mando" que há que limitar, a bem de todos (a começar por elas).

Os pais destas crianças - que geralmente não aparecem nas reuniões da Escola e que são muitas vezes os primeiros a criticar "o sistema" -, devem também ser chamados à pedra. A Educação não cabe apenas à Escola e aos professores, mas começa em casa, com regras, limites e umas "noções elementares" da democracia. Apenas isso.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

estudo do sono


Sabem quanto pesam os alunos da EB1, todos juntos? 9,3 toneladas! E carregam 1,1 toneladas nas mochilas! Ao todo, deslocam-se para a escola mais de 10 toneladas. Em "movimento perpétuo", como escreveu António Gedeão, necessitando para isso de uma enormíssima energia - a que eles dispendem todos os dias, o que, para a adquirirem, requer um sono tranquilo e de qualidade. Os resultados provisórios do estudo do sono (no dia 24 já teremos os definitivos aqui) mostram algumas coisas muito curiosas... fica o suspense...

Fica para já o agradecimento a todos os alunos, pais e professores pela colaboração neste terceiro estudo transversal efectuado na nossa Escola.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bom São Martinho!

Reza a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e de frio, porque estava quase nu. O dia estava chuvoso e frio, e o velho estava encharcado.

O cavaleiro, de seu nome Martinho, mostrou a sua bondade e espírito solidário. Cortou então a sua grossa capa ao meio, com a espada, e ofereceu uma das metades ao mendigo, ficando ele próprio exposto ao frio.

A chuva parou e apareceu no céu um sol quente e reconfortante. Como de Verão se tratasse...




A meteorologia e o Verão de S. Martinho

Depois do verdadeiro Verão, é costume instalar-se um outro Verão à volta do mundo (este ano não parece ser o caso). Contudo, as estatísticas meteorológicas dos últimos 200 anos são a prova de que, em quase todos os anos, em meados de Novembro, os centros de alta pressão no Atlântico e Europa tornam-se mais consistentes. E o fenómeno do bom tempo parece ser uma ocorrência internacionalmente reconhecida, especialmente no Canadá e costa leste dos EUA, bem como em Portugal e nos países do Mediterrâneo, e até no norte da Europa - a este fenómeno chama-se o "Verão de São Martinho". No Canadá é o "Indian Summer", na Suécia o “Birgitta Summer”, e na Finlândia o “Turning of the Leaves”.

Mesmo que o Sol, o calor relativo e a calmaria não abundem, aproveitemos o fim-de-semana, com uma boa água pé (laranjada para as crianças!), castanhas e uns petiscos. Mata-se o porquinho e prova-se o vinho. E esquece-se por momentos a malfadada crise.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

os terceiros anos vão visitar uma Editora

Conseguimos! Os terceiros anos vão visitar uma editora, ver como se faz um livro, mexer e cheirar os livros, ver como se armazenam e circulam, enfim, vão fazer (mais) uma incursão ao mundo maravilhoso do Livro e da Leitura.

As visitas começam já nesta sexta-feira e sucedem-se ao ritmo semanal. As crianças serão acompanhadas pelos professores titulares, que "agarraram" este projecto desde o início. A eles um obrigado, também. E à Edicare, claro, sem a qual teria sido impossível este projecto, corporizado na sua editora, Sara Nabais.

Criada em 2004, a Edicare Editora apresenta-se hoje como uma referência na área editorial infantil. O seu principal objetivo é disponibilizar materiais diferentes e educacionais em que brincar se funde naturalmente com aprender. Para além do seu catálogo de livros, a Edicare tem também uma vasta seleção de produtos didáticos complementares. Apesar de dirigido a crianças, o material é tão apelativo que cativa também muitos adultos. Na Av. Roma, ao lado da Livraria Barata, nº 11-D, é possível ver o que a Edicare tem para as crianças (horário: de 2ª a 6ª, das 11h às 20h, sábados: 10h às 19h).

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ajudar através da Ajudaris

A Ajudaris, em parceria com 35 escolas solidárias, lança oficialmente o livro "Hi...stórias da Ajudaris 2011" intitulado "Pequenos gestos grandes corações", com ilustrações de Paulo Galindro, no dia 12 de Novembro de 2011, no Teatro Sá da Bandeira. Em pleno Ano Europeu do Voluntariado, os professores deram o mote e as crianças escreveram histórias repletas de humanidade e de beleza!

Neste Natal, ofereça um livrinho da Ajudaris repleto de humanidade e de beleza! Cada exemplar custa apenas 5€.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Portugal e o livro infantil em alta.

As cerejas são o tema da edição 2012 da Feira do Livro Infantil de Bolonha

A mais importante feira internacional do livro infantil, em Bolonha, escolheu Portugal para convidado de honra na edição de 2012. “É uma notícia positiva para o país. Vive-se um bom momento na área da criação do livro infanto-juvenil em Portugal, sobretudo a nível da ilustração”, disse ao PÚBLICO Maria Carlos Loureiro, da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), parceira na organização da presença portuguesa naquela cidade italiana, de 19 a 22 de Março do próximo ano.

domingo, 6 de novembro de 2011

Para ver com as crianças

Para verem com os vossos filhos:
http://www.reelshowint.com/student-films-graduation-category/when-the-monsters-go-away.html

Um filme que chegou à final das curtas metragens para crianças - "Quando os monstros vão embora.", realizado pelos estudantes de cinema da Universidade Lusófona - mas será que vão mesmo?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estudo das mochilas - alguns resultados


Os resultados do "Estudo das Mochilas" serão enviados por mail aos pais e estarão disponíveis na Escola. Contudo, aqui ficam alguns dos aspectos mais interessantes:

Dados gerais - peso das mochilas
Neste estudo, foram pesados 630 alunos (e as respectivas mochilas), 340 pertencentes ao 1º ciclo e 290 ao 2º ciclo. O número de alunos cujos pais não autorizaram a entrada no estudo foi de 10 e o número de crianças que se recusaram a participar foi de sete. Relativamente à distribuição da amostra por sexos, 51,4% correspondia a alunos do sexo masculino e 48,4% do sexo feminino. No total, entraram no estudo 97,4% do total dos alunos da Escola EB1 e EB2.

A média da relação peso da mochila/peso do aluno foi de 12,3%. A comparação entre os diferentes resultados mostrou uma diferença estatisticamente significativa entre os diversos anos. O 1º (11,5%) e o 5º (13,4%) anos são aqueles que apresentam em média uma relação peso da mochila/peso do aluno menor e maior, respectivamente.

A prevalência de alunos do 1º e 2º ciclos da escolaridade obrigatória com excesso de peso na mochila escolar foi de 68,4%. Verificámos que 70,2% dos alunos do sexo feminino transportava excesso de peso, enquanto que, para os do sexo masculino, esta percentagem correspondia a 66,8%. As diferenças que encontrámos entre os diferentes anos não foram significativas em termos estatísticos.


Questionário
Dos 630 alunos que participaram no estudo, 544 (do 2º ao 6º ano) responderam ao questionário - o 1º ano foi excluído à partida, pelas dificuldades antecipadas no seu preenchimento. Dos 544 questionários realizados, considerámos como válidos 541, de acordo com os critérios estabelecidos. No que toca à distribuição das crianças que preencheram o questionário, 251 pertenciam ao 1º ciclo e 290 ao 2º ciclo.

Tipo de mochila
Através da análise das respostas ao questionário, verificou-se que o tipo de mochila mais utilizada foi a “de levar às costas” (82,0%), com 72,4% dos alunos do 1º ciclo e 90,3% dos do 2º ciclo a preferirem este tipo de mochila. Apenas 13,7% dos alunos usavam mochila “com rodinhas”. Dos alunos do sexo feminino 16,7% utilizavam este tipo de mochila enquanto, no sexo masculino, esta percentagem foi de 11,0%. No 1º ciclo, 25,2% utilizavam este tipo de mochila, sendo esta percentagem inferior no 2º ciclo (3,8%). Das razões apresentadas para a não utilização de mochila “com rodinhas”, a mais assinalada (com 79,2%) foi “porque não dá jeito para subir escadas, andar ou usar em transportes públicos…”.

Conteúdo das mochilas
Relativamente ao conteúdo das mochilas dos alunos, investigou-se o material escolar trazido nesse dia, o lanche e outro tipo de objectos. Assim, 38,8% dos alunos referiram transportar para a escola o material de educação física, 34,8% afirmaram levar instrumentos musicais e 9,2% o computador Magalhães. Ao serem confrontados com a questão: “Além dos livros escolares, o que costumas levar na tua mochila?”, 82,4% dos alunos referiram levar o lanche da manhã e 53,4% o lanche da tarde, 30,3% transportar outros livros, 24,8% levarem brinquedos, 5,0% transportarem consolas de jogos e 7,6% afirmaram levar aparelhos de música. A distribuição destas variáveis por sexos encontra-se expressa no Gráfico 3. Relativamente ao transporte de brinquedos nas mochilas escolares, a diferença entre ciclos é altamente significativa: 43,4% dos alunos do 1º ciclo e 8,7% dos do 2º ciclo referiram fazê-lo.

Organização das mochilas em casa
Sobre a organização das mochilas escolares, 67,5% dos alunos afirmaram rever todos os dias o conteúdo daquelas e 5,4% nunca o fazerem. Dos alunos do 1º ciclo, 45,8% referiram rever o seu conteúdo todos os dias, enquanto que, para o 2º ciclo, esta percentagem foi de 86,4%. Quanto à supervisão da mochila pelos pais, 28,6% das crianças referiram que os pais revêem o conteúdo da mochila todos os dias e 19,5% que os pais nunca o faziam.

Percepção dos alunos
Relativamente à percepção das crianças sobre o peso da sua mochila, 55,5% consideraram que esta era pesada, 27,2% que era leve, 38,1% que era confortável. No entanto, 38,1% afirmaram ficar cansados e 27,0% com dores depois de a usarem.
No que respeita ao transporte da mochila para a escola, a grande maioria dos alunos (82,0%) afirmaram serem eles a levá-la.


Sugestões dos alunos
Em resposta à pergunta aberta “O que achas que podias fazer para que a tua mochila ficasse mais leve?”, obtiveram-se as seguintes sugestões (em percentagem)

Não colocar na mochila material desnecessário = 26.8
Utilizar cacifo / deixar material na sala de aula = 17.0
Nada / a mochila já é leve = 15.3
Retirar da mochila material não escolar = 8.1
Levar para a escola menos livros/cadernos por disciplina = 7.9
Rever/ organizar o conteúdo da mochila diariamente = 5.4
Trocar para uma mochila mais leve/confortável ou com rodinhas = 2.8
Trazer menos estojos/ canetas/lápis = 2.6
Não trazer lanche / comprar o lanche na escola = 1.5
Levar para a escola apenas folhas e depois arquivá-las em casa = 1.5
Ter menos disciplinas por dia = 1.5
Livros e cadernos mais leves = 1.3
Ter orientação do professor relativamente ao material a levar para cada aula = 0.9
Utilizar os livros em formato digital = 0.7
Outras respostas = 2.6

Os autores agradecem às crianças e aos professores, bem como à Direcção da Escola e à APEE, todo o apoio e colaboração.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

a partir de hoje somos sete mil milhões!


Não tenha medo, senhor ministro, não é cá em Portugal. A Educação extinguir-se-á por si, neste país à beira mar plantado, porque, pelo contrário, conseguimos ser o segundo país com a mais baixa natalidade, logo a seguir ao "campeão mundial", a Bósnia. dentro de alguns anos não haverá muitas crianças para perturbar o Sistema Educativo, e aí ele funcionará "sobre rodas". Sete mil milhões é a nível mundia e, como se pode ver no quadro abaixo, o crescimento populacional é exponencial (rima e é verdade).

É engraçado ver as diversas facetas destas estatísticas, e alguns jornais, como o Expresso e a BBC (aqui)têm-se esmerado em infografias de grande valor. Hoje fiquei a saber que sou, dos tais 7.000 milões de vivos, o nº 2.789.210.052 (segundo o dia em que nasci) e que já tinham vivido na Terra 76.208.265.791 de pessoas. Algo esmagador.

è curioso pensar que se demorou mais de 4 milhões de anos a atingir o primeiro milhar de milhão, 196 anos para passr de 2 para 3 milhões, 9 anos de 2 para 3, 15 anos de 3 para 4, 13 de 4 para 5, 12 de 5 para 6 e 12 de 6 para 7. Os próximos mil milhões (os 8 e os 9) demorarão a atingir, segundo as previsões demográficas, 16 e 18 anos, respectivamente.
Somos únicos e insubstituíveis, mas entre tanta gente, haverá momentos em que nos sentimos - ou nos fazem sentir - redundantes.

Que cada dia seja a afirmação de que "valemos a pena" e que os nossos filhos sintam o mesmo: que eles "valem a pena" e que não são apenas um entrave à felicidade dos pais, à retoma económica ou empecilhos sem os quais os problemas se resolveriam. Não. Não resolveriam!

Se o dia é de Todos-os-Santos, dedico-o a Todas-as Pessoas.

Mário Cordeiro