Feliz dia a todas as Bruxinhas e Bruxinhos da nossa Escola! Professores, pais, auxiliares, funcionários incluídos, claro!!!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
mudança da hora. Hoje...
A grande vantagem é poder dormir mais uma hora, hoje... mas amanhã "eles" (e "elas") vão acordar mais cedo, porque o relógio biológico não vai em conversas e só se convence a fazê-lo ao fim de alguns dias.
As noites vão chegar mais cedo mas de manhã vamos ter mais luz outra vez... como se regressásssemos a meados de Outubro.
Muito se debateu (actualmente não) sobre a mudança da hora. Ter luz mais cedo é melhor para as idas para a escola e para o trabalho, mas a escuridão mais cedo é mais propícia a acidentes, designadamente de viação (as pessoas estão mais cansadas), os assaltos em maior número (de manhã os criminosos estão a dormir) e a insegurança maior. Até 21 de Dezembro vamos ter dias cada vez mais curtos, o que será ainda mais evidente quando o tempo estiver mau.
É um assunto interessante para debater com as crianças, porque geralmente adoram este tipo de coisas, muito relacionadas com o Estudo do Meio.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
trabalho demasiado?

O comentário é francês, e é da autoria de Diane Galbaud. Chama-se "Les rythmes scolaires", e aborda o tempo de permanência na escola que os alunos do 1º ciclo têm, em cada semana.
No ano passado fizemos uma Tertúlia em que este assunto foi abordado, e as opiniões dividiam-se. Mas a pergunta, pelos vistos, passa também pela cabeça dos pais e professores portugueses.
Um aluno do 3º ano é referido nesse artigo como tendo desabafado, de forma paradigmática: "Não aguento mais este ritmo. Estou estoirado. Chego a casa e só me dá vontade de me esconder, de dormir. Aidna tenho trabalhos de casa mas não aguento. Hoje tive matemática, francês, inglês e mais uma data de coisas. Não consigo concentrar-me e não sei o que fazer". Como esta, foram recebidas pela autora mais 15.000 mensagens!
Já em 1962, Michel Debré, ministro de De Gaulle e filho de um dos mais prestigiados pediatras franceses de sempre, Robert Debré (fundador da UNICEF), denunciava, num Relatório ao Parlamento Francês, o cansaço dos alunos do primeiro ciclo. Nos anos 80. o desenvolvimento de ciências como a cronobiologia e a cronopsicologia vieram trazer mais luz ao debate. E mais certezas que, contudo, conduziram a mais ambivalências e a uma maior confusão, aumentada pela desorganização da vida social e da vida familiar.
Curiosamente, é referido neste estudo que a jornada dos alunos franceses é das mais compridas da Europa (8h30 às 16h30), o que um Relatório da OCDE de 2009 considera "uma enormidade". A nossa consegue ser maior.
Como relata uma mãe, referida pela autora, "a minha filha levanta-se às 6h30 e chega a casa às 19h00, com trabalhos para fazer, banho para tomar e ainda tem de jantar. Se não se deitar às 20h00 não aguenta. O que é que ela há-de fazer? E o que é que eu faço?".
E, atenção: mesmo que as aulas sejam excelentes, os recreios animados e as AECs e ATLs divertidos e didácticos, convém não esquecer as referidas cronobiologia e cronopsicologia... e depois "o corpo é que paga", como escreveu António Variações.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Se a educação custa caro...
...quanto custa a ignorância?
Numa altura em que tudo o que se faz tem de ser contabilizado ao tostão (ou ao cêntimo) sem se cuidar de valorizar coisas como o prazer, a utilidade pública, a dignidade humana, os avanços civilizacionais, os percursos de vida, os afectos e tanta outra coisa, é curioso ver este quadro que mostra como não somos, definitivamente, dos mais gastadores da OCDE. e se pensarmos que o nosso PIB é muito inferior à maioria dos países referidos, em termos absolutos a discrepância ainda é maior.
Em muitos casos, as nossas escolas fazem "omoletes sem ovos" e, como é o caso da EB1 São João de Deus, omoletes de grande qualidade. Nos próximos anos não poderemos contar com grande ajuda financeira do Estado, pelas razões que todos conhecemos - resta então "fazermos das tripas, coração" e descobrirmos projectos e formas de ensinar que tenham custos muito diminutos. E há-os em abundância. Os pais que nos lêem que pensem em que medida, nas suas profissões e empregos, poderão dar apoio à Escola e ajudar a concretizar projectos, visitas de estudo, etc. Temos parte da faca e algum queijo (mesmo que magro... mas também é mais saudável) na mão.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Filmes com legendas - precisam-se!!!!
A dobragem dos filmes, agora regra nos canais de televisão, designadamente naqueles que mais são vistos por crianças (Disney, Nickelodeon, Panda), facilitou o visionamento às crianças mais pequenas e trerá dado, seguramente, emprego a muita gente.
Contudo, trouxe dois efeitos secundários desagradáveis: o primeiro, o facto de as crianças deixarem de ouvir a língua original, designadamente o inglês, o que as ajudava a compreender esta língua e a que ela se "entranhasse" no cérebro; o segundo, o terem deixado de saber ler legendas, o que, associado à diminuição global da leitura, traz atrasos na compreensão da linguagem escrita até muito mais tarde.
Dir-nos-ão que "tem de ser assim". Talvez, no que se refere ao país. Mas, em nossa casa, bem podemos começar a pôr os DVDs em inglês (ou na sua língua original) e optar pelas legendas em português. A princípio eles vão refilar, dizer que os pais "não percebem nada", que não conseguem entender o enredo... mas rapidamente lerão tudo e a sonoridade e a melodia da língua original, bem como o significado das palavras e a formulação das frases, terão entrado nos ouvidos e encaixado no cérebro. Onde tudo fica... para sempre.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
o valor da preguiça...
Na Antiguidade, trabalhar era sinónimo de servidão, depois de centenas e centenas de milhar de anos em que o ser humano tinha de trabalhar todos os dias, para assegurar a sobrevivência. A capacidade defensiva e de armazenamento de alimentos e de água, deu uma "folga" que, entre muitas outras coisas, permitiu desenvolver aspectos até aí atabafados pelas circunstâncias do dia-a-dia, como o lazer, a cultura, as artes e ofícios, a educação ou o pensamento, expresso por exemplo na filosofia e na literatura. A preguiça era, então, um valor, paralelo ao trabalho e à actividade.
Actualmente, o dolce far niente deixou de ser um bem "cotado na bolsa" e qualquer momento de inactividade é considerado um mal: ou expressa doença ou traduz parasitismo, inoperância ou ineficácia. Deixámos de saber conjugar o verbo "estar". E em relação às crianças, então, ainda somos mais "ferozes".
As crianças trabalham muito. Muito mesmo. Felizmente, na nossa Escola, os professores titulares entendem o que são crianças e não esmagam o seu tempo de lazer, repouso ou preguiça com trabalhos de casa desmesurados, como se vê fazer em tantas escolas. Chegámos até ao ponto de os "tempos livres" terem deixado de ser livres e passarem a ser "ocupados". E isto faz mal. Muito mal. Porque se nos retiram todos os graus de liberdade, entramos em espiral adrenalínica e ficamos sem endorfinas. Resultado: a agressividade aumenta, o mal-estar idem, dorme-se pior e aprende-se menos.
É, pois, fundamental dar valor à preguiça. É verdade. à preguiça boa, ou seja, àquela que permite distender depois de um dia laborioso, que permite "respirar" e sentir que, apesar de tudo, somos senhores do nosso destino. Para as crianças, esse sentimento e a sua aprendizagem e desenvolvimento são essenciais.
A preguiça NÃO é a mãe de todos os vícios. O que é, é o encostar-se a outrém, é o não trabalhar, é o parasitismo crónico, o ser-se aproveitador e explorador do trabalho dos outros. Mas estes defeitos (de carácter e sociais) não são sinónimos de momentos de preguiça... os romanos tinham o otium e o labor como actividades complementares. Cremos que andamos todos a precisar disso...
domingo, 23 de outubro de 2011
atenção ao bullying
Segundo um jornal de hoje, um rapaz com dez anos enforcou-se em casa porque era gozado e agredido pelos colegas na escola. O motivo: tinha as orelhas grandes. Isto aconteceu em Lisboa, Portugal...
O bullying existe. E muitas vezes passa desapercebido porque as vítimas têm medo e não se queixam. Os pais não se apercebem. Os professores também não ou desvalorizam o assunto. Certamente que o rapaz seria muito frágil, do ponto de vista psicológico, mas humilhar e agredir outros por "terem as orelhas grandes" (ou seja pelo que for) não tem lugar num mundo que se quer civilizado.
Se colocamos aqui esta notícia, é para os pais debaterem o assunto com os filhos - sejam eles potenciais vítimas, potenciais agressores, ou potenciais figuras neutras que não se metem no assunto - nestes assuntos, como em tantos outros, não há lugar para a neutralidade...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Site dou.pt - desfazer-se do que não precisa... mas de que outros necessitam.
Chama-se dou.pt - Portal de Doações e pretende revolucionar a forma como os bens circulam em sociedade. Uma mesma plataforma online para unir quem já não quer a quem ainda precisa. O projecto será apresentado oficialmente na Gulbenkian a 31 de Outubro, Dia Mundial da Poupança.
O conceito é muito simples. Na própria definição dos criadores do projecto, a lógica é esta: o dou.pt é uma “plataforma nacional para a reutilização de bens, que faz a ponte entre quem se quer desfazer de um bem e quem o pretende receber...
O dou.pt faz a ponte entre quem se quer desfazer de um bem e quem o pretende receber. Que tal exercer o prazer de dar? Podem visitar o site aqui.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
atenção ao colesterol!!!
Estamos habituados a relacionar a palavra "colesterol" com idades avançadas... ou então damos por ele quando a companhia de seguros que vai avaliar a nossa condição física, para um crédito à habitação, nos faz notar esse "pequeno pormenor". Outra ideia feita é que "colesterol igual a gordos", e se, realmente, uma pessoa com excesso de peso vê os seus níveis de colesterol aumentados, pode ser magra e tê-los bem altos.
Sabendo que as doenças cardio-cerebro-vasculares (enfartes, AVCs) são a maior causa de morte e uma das maiores causas de perdas de anos de vida potenciais, importa fazer a sua prevenção: os níveis de colesterol podem estar aumentados na infância e na adolescência, mesmo em pessoas magras, porque a sua maior componente é genética.
Se os vossos filhos fizerem análises, por qualquer motivo, vale a pena pedir "oportunisticamente" o doseamento dos níveis de colesterol e suas componentes, e dos triglicéridos, lípidos totais e ácido úrico, porque se estiverem elevados pode iniciar-se a prevenção, diminuindo um dos maiores factores de risco para as doenças cardio-vasculares. Mais tarde... poderá ser tarde demais...
De qualquer modo, sabe-se que diminuir o consumo de gordura da carne e dos lacticínios (beber e comer produtos lácteos magros e evitar a carne de porco e os fritos) diminui os níveis gerais, e andar a pé meia hora por dia promove o colesterol "bom", designado por HDL.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Há 80 anos... um episódio a não repetir.
Chamou-se Noite Sangrenta e correspondeu a uma revolta radical de marinheiros e arsenalistas, em Lisboa a 19 de Outubro de 1921, no decurso da qual foram assassinados, entre outros, António Granko, primeiro-ministro de então, Machado dos Santos, o herói do 5 de Outubro, Carlos da Maia, e ainda os militares comandante Freitas da Silva, secretário do Ministro da Marinha, e coronel Botelho de Vasconcelos. Chefiada pelo sinistro "Dente de Ouro", o marinheiro Abel Olímpio, a chamada "camioneta fantasma" andou de casa em casa, procurando os adversários políticos e assassinando-os barbaramente. Foi um acto repugnante e bárbaro, que envergonhou de forma indelével a democracia portuguesa.
No enterro de António Granjo, o ex-ministro Cunha Leal proclamou essa verdade: "O sangue correu pela inconsciência da turba? A fera que todos nós, e eu, açulámos, que anda solta, matando porque é preciso matar. Todos nós temos a culpa! É esta maldita política que nos envergonha e me salpica de lama". No mesmo acto, afirmaria o grande escritor, político e pensador Jaime Cortesão: "Sim, diga-se a verdade toda. Os crimes, que se praticaram, não eram possíveis sem a dissolução moral a que chegou a sociedade portuguesa".
Numa altura em que os ventos que sopram não são bons, há que redobrar os apelos e desenvolver as medidas concretas para a busca de soluções não-violentas e democráticas, dentro de um Estado de Direito que ainda somos, mesmo que a revolta e o desespero possam tomar conta de muitos cidadãos.
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