
Em 1997, a situação dos parques infantis e espaços de jogo e de recreio era pior do que má, morrendo crianças e sendo internadas muitas por traumatismos~e ferimentos acidentais. Nessa altura, o governo decidiu, através do ministro José Sócrates, criar um grupo de trabalho para o efeito e tornar lei as decisões técnicas deste.
Em consequência, a segurança dos referidos espaços aumentou enormemente e os acidentes desceram muito.
Em Maio deste ano, o Governo procedeu à revisão da Lei, estabelecendo o encerramento dos parques que não cumprem a legislação e que teriam de pagar coimas: ao encerrarem, deixam de ter de o fazer. Em Oeiras, por exemplo, fecharam 80 parques, por "dá cá aquela palha", reduzindo enormemente as oportunidades para brincar em meio urbano. Mais: as crianças irão procurar outros locais, menos organizados, com eventual aumento de risco e de perigo.
O excesso de zelo leva ainda a coisas quase surrealistas, como a multa por "não ter informação quanto à lotação do parque" ser sete vezes superior à multa decorrente da "amputação de um dedo de uma criança num equipamento perigoso"!
Outro aspecto errado, é que o valor das coimas não reverte para a implementação da segurança nos parques ou para a formação de técnicos.
Mário CordeiroEnfim. Coisas do absurdo!