Maria Eva - Perfect day at beachChegou Agosto - mês de férias, ou de preparação para o próximo ano lectivo.
As férias devem ser um intervalo em que se interrompam os ritmos e as pequenas "ditaduras" do dia-a-dia. É bom que, para crianças e adultos, as férias não sejam uma repetição da rotina, porque é essa mudança que faz descansar e que permite fazer a síntese do ano que passou, além de experimentar sensações diferentes e estados de alma novos. Deixem-nas, pois, descansar, dormir, mudar de ritmos, torpedear algumas rotinas.

As férias devem ser também um espaço descontraído, que podemos aproveitar para estar com os nossos filhos e conhecê-los melhor (e vice-versa) - não andamos sempre a queixarmo-nos de não ter tempo para eles - e, conforme as idades, variar as actividades para não ficar só pregado à praia ou à piscina: leitura, descanso, visitas culturais (mesmo que seja uma "seca" - depois eles gostam), brincadeira, quebra de ritmos (deitar mais tarde, facilitar refeições) e sacrificar algumas coisas em prol das crianças.
Hans Paus - Long BeachE se é bom as férias serem passadas com os pais, é importante haver, quando possível, um período de férias “sozinhos” (por exemplo, em colónias) ou com os avós ou outros familiares. Gera descanso para todoos, os filhos sentem-se bem e os pais também precisam de momentos para "regar" a sua relação conjugal e não apenas viver a relação parental. Muitos pais boicotam a autonomia dos filhos, e gera-se um círculo vicioso um bocado claustrofóbico...

As amas ou
babysitters podem ajudar, especialmente com muitas crianças e de pouca idade, mas não devem substituir a interacção com os pais, especialmente naquilo que eles não fazem durante o ano ou fazem menos, como brincar, passear, mostrar coisas, estar disponível, ter tempo sem o relógio a mandar na vida da família.
Sally Caldwell-Fisher - BeachTempo de férias deve ser tempo de corte com o estilo de vida dos outros onze meses. E é para redimensionar as relações parentais, filiais, de amizade, sociais, de forma a complementar o Eu que somos, e que necessita de ver as diversas facetas da vida relacional.
Mário Cordeiro