segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ler é poder ser mais livre!



Hoje é o Dia Mundial do Livro, mas todos os dias deveriam sê-lo.

Os livros são a nossa memória coletiva – basta lembrar a sanha dos ditadores, no livro (e filme) Fahrenheit 451 (a temperatura a que arde o papel), em queimar os livros para que as pessoas perdessem essa memória coletiva. Antes dos livros e da escrita tudo era tradição oral, passada de geração para geração, mas alterando-se, adulterando-se e perdendo-se pormenores, em função do tempo, das recordações e também dos interesses e juízos de valor do narrador, não deixando ao ouvinte a capacidade de confrontação de ideias ou de perceção da verdade. Os livros vieram estruturar a palavra e sedimentá-la, perpetuando-a.

Ler é, também, um espaço. Um espaço de tranquilidade, que se pode rever, controlar, que exige dedicação e tempo, e que permite retomar o tempo do Homem, o tempo do Tempo, a parte endorfínica da nossa vida. Ler é, ainda, ver, mexer, sentir, cheirar, parar o Tempo e saborear.

Quem lê, escreve melhor, fala melhor e será, seguramente, uma pessoa e um cidadão mais estruturados, sabedores e livres.

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