terça-feira, 10 de abril de 2012

em França e Espanha: greve aos trabalhos de casa

Bom regresso às aulas. Esperamos que a Páscoa tenha sido boa e a interrupção letiva ajudado a descansar!

E começamos com um tema polémico: os TPCs.

Se alguns - entre pais, professores, psicólogos e pediatras -, consideram-nos fundamentais para incutir hábitos de trabalho e autonomia no estudo, outros acham-nos excessivos, contraproducentes e até potenciadores de desigualdades entre as crianças, na medida em que umas podem beneficiar da ajuda dos pais e outras não, para lá de poderem ser fonte de conflitos familiares.

Há dias, uma associação de pais franceses resolveu lançar um boicote aos TPC, com uma greve de duas semanas, alegando serem cansativos e «se a criança já aprendeu a matéria na escola, então mais vale ler um livro em casa. Se não aprendeu, não vai ser em casa que o vai fazer».

Uma associação espanhola de pais subscreveu a posição. Entre nós, já o «Sindicato das Crianças», em 2005, tinha lançado, em tom provocatório, uma greve aos TPCs, a qual, surpreendentemente, teve um enorme impacte na comunicação social.

Os TPCs já aqui foram discutidos, no ano passado, e vale a pena revisitar a entrada de então, «clickando» aqui. Haverá argumentos pró e contra, mas as crianças que, como acontece na generalidade da nossa Escola, não estão sobrecarregadas com TPCs, pelo menos no sentido "estrito e obsoleto" da expressão (ao contrário dos trabalhos de pesquisa e de criatividade, sobretudo para os fins-de-semana), não mostram nenhum handicap com isso, muito pelo contrário: têm mais tempo para estar com a família, brincar, ler, ver televisão, descansar e... aprender, porque o cérebro funciona em back-office, enquanto a pessoa está em atividades de lazer.


 

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