domingo, 29 de abril de 2012

Dia Mundial da Dança


Um abraço para todos os meninos e meninas que estão envolvidos na dança, seja ballet, hip-hop ou outras expressões menos "formais", ou que simplesmente ouvem a música e deixam o corpo libertar-se.

Viva a Dança!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viva a Liberdade

Houve um tempo de escuridão, de obscurantismo, de censura de livros, de prisões avulsas por delitos de opinião, de partido único, de denúncia de amigos, de sub-desenvolvimento, de "orgulhosamente sós", de guerra e morte, de tortura e tribunais plenários, de cerceamento de liberdades, de manipulação de eleições, de perseguições por ideias e ideologias. Houve um tempo em que as escolas eram separadas por sexos, em que os professores tinham de jurar "não ser comunistas", em que gritar "viva a liberdde" ou criticar o governo dava prisão. Houve um tempo em que os jovens iam para a guerra, em África,  matar por razões que desconheciam, morrer por valores que não defendiam. Houve um tempo em que o país era pobre, as crianças morriam e menos de 10% delas passavam além do actual 6º ano. Houve um tempo...

Para quem estuda a História de Portugal, isto não se passou na Idade Média nem na Monarquia. Foi até há 37 anos, altura em que, no 25 de Abril, a Democracia foi devolvida ao povo português. Numa revolução sem sangue, generosa, em que as vítimas mortais, muito poucas, foram causadas pelos partidários do antigo regime.
Que os nossos filhos, que tão bem sabem as aventuras de Afonso Henriques ou Dom João I, saibam também isto. Podemos criticar o "26 de Abril" ou tudo o que se passou depois, especialmente em 1975 mas também nos 37 anos de democracia. Podemos ser pró ou contra cada um dos sucessivos governos eleitos democraticamente e derrubados também democraticamente, mas criticar o 25 de Abril é, implicitamente, defender um regime iníquo, ditatorial, obsoleto e obsceno.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ler é poder ser mais livre!



Hoje é o Dia Mundial do Livro, mas todos os dias deveriam sê-lo.

Os livros são a nossa memória coletiva – basta lembrar a sanha dos ditadores, no livro (e filme) Fahrenheit 451 (a temperatura a que arde o papel), em queimar os livros para que as pessoas perdessem essa memória coletiva. Antes dos livros e da escrita tudo era tradição oral, passada de geração para geração, mas alterando-se, adulterando-se e perdendo-se pormenores, em função do tempo, das recordações e também dos interesses e juízos de valor do narrador, não deixando ao ouvinte a capacidade de confrontação de ideias ou de perceção da verdade. Os livros vieram estruturar a palavra e sedimentá-la, perpetuando-a.

Ler é, também, um espaço. Um espaço de tranquilidade, que se pode rever, controlar, que exige dedicação e tempo, e que permite retomar o tempo do Homem, o tempo do Tempo, a parte endorfínica da nossa vida. Ler é, ainda, ver, mexer, sentir, cheirar, parar o Tempo e saborear.

Quem lê, escreve melhor, fala melhor e será, seguramente, uma pessoa e um cidadão mais estruturados, sabedores e livres.

sábado, 21 de abril de 2012

A não perder

Já esteve em cena na nossa escola, mas houve muitas turmas que não assistiram, pelo que se recomenda vivamente. Divertem-se as crianças e divertem-se os adultos. E aprende-se. Convém é reservar lugar ou ir cedo, porque esgota. No Teatro Bocage.

Fazendo jus ao espírito aventureiro e heróico de povo português, presente em todos os acontecimentos que culminaram na construção do Reino de Portugal e na sua constituição posterior como País e Estado independente, a Companhia do Teatro Bocage (Lisboa), seleccionou 75 personagens representativos da História de Portugal, num enredo e dinâmica imparáveis.

Um apurado sentido de descoberta, numa divertida comédia, que agrada a público de todas as idades. A não perder! Aos sábados e domingos, às 16h.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Encontro de Primavera


No próximo dia 25 de Abril a Herdade do Freixo do Meio oraganiza o 7º Encontro de Primavera. Será uma óptima oportunidade de ver algumas actividades do mundo rural que fascinam miúdos e graúdos. Neste encontro será possível observar um concurso de tosquia das ovelhas e também de cães pastores. Este último é uma actividade que ficou popularizada em Portugal com o filme o porquinho Babe, onde cães da raça Border Collies pastoreiam rebanhos de ovelhas.
 
Neste dia é também possivel fazer caminhadas na Herdade ou simplesmente ir ao Mercado biológico e ver a actuação de ranchos da zona.  O programa tem actividades para toda a familia. A sugestão é que passem um óptimo dia no campo, que nesta altura do ano está lindo.
A Herdade do Freixo do Meio  está localizada junto a Montemor-o-Novo. São cerca de 650 ha de montado dedicado completamente a agricultura biológica. Indicações para lá chegar estão aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

na Gulbenkian - a não perder

Exposição sobre Raoul Wallenberg na Gulbenkian

O diplomata sueco Raoul Wallenberg faria este ano 100 anos. Para honrar a sua memória, a Embaixada da Suécia em Lisboa, juntamente com as Embaixadas da Hungria e de Israel, montaram uma exposição na Fundação Calouste Gulbenkian. que estará aberta ao público entre 17 e 29 de Abril.

À semelhança do português Aristides de Sousa Mendes, em Bordéus, Raoul Wallenberg teve uma intervenção única durante a segunda metade de 1944, ao salvar dezenas de milhares de Judeus em Budapeste. O seu feito demonstra que a coragem e a capacidade de uma pessoa podem fazer a diferença. O seu feito constitui um modelo, especialmente numa época em que tantos precisam de combater a perseguição, a xenofobia e o antisemitismo.

Inacreditavelmente, este grande Homem foi detido pelos comunistas soviéticos e levado para a famigerada prisão Lubjanka em Moscovo, onde terá sido assassinado - ainda hoje o governo sueco continua a exigir explicações. Raoul Wallenberg, por ter combatido uma ditadura, acabou por ser vítima de outra.
Fica a sugestão de uma visita, com os nossos filhos, para entenderem que, para lá da democracia em que, com naturalidade, vivem e mesmo que, sobre ela, ouçam críticas por vezes derrotistas, há regimes odiosos, vis e aos quais se pode voltar se não defendermos a liberdade como valor principal da Humanidade.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dia Mundial da Voz


Hoje, 16 de Abril, é o Dia Mundial da Voz.

A voz, um dos símbolos da fala e da comunicação, é um "património da Humanidade" e um bem a preservar. O número de crianças que tem alterações da voz - por vezes com sequelas definitivas - é muito elevado, devido em grande parte ao seu mau uso: as crianças, nos intervalos e recreios, gritam, para se fazerem ouvir, para se sobreporem aos outros (à boa maneira espartana...) e porque o ruído global é crescente, nas escolas, casas, ruas e sociedade em geral.

Ensinar a falar, "domesticando" e colocando a voz, é uma tarefa fundamental, se não queremos estar a criar uma "legião de roucos" e de pessoas com perturbações laríngeas e disfonias.

Foi, aliás, por esta razão que a nossa Associação organizou, no ano passado, sessões de terapia da fala e colocação de voz para os professores, para conseguir que falem alto, quando necessário, sem esforçarem a voz.

Daqui vai um abraço a todos os que falam, na escola, mas também aos profissionais da voz: cantores, locutores, artistas, mas também terapeutas da fala.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

uma medida que vai dar polémica...


Não sei o que acham... mas é muuuuuuito discutível esta medida. Ficará ao critério das escolas, mas talvez não fosse mau debatermos - pais e professores - este assunto. Poderá ter prós, poderá ter contras...

Sem querer começar já a discussão, deixamos apenas a questão para o fim-de-semana: o que é um «bom» aluno e um «mau» aluno? Vê-se pelas notas? Ou também pelas competências sociais, pela formação cívica, pelos progressos e vontade e aperfeiçoamento, pela solidariedade, empatia, desempenho no recreio, relação com os colegas e com os professores, monitores e auxiliares, modos no refeitório... tanta coisa que não é avaliada... Há algo aqui que poderá «cheirar a esturro»...

PS. foi anunciado também o aumento do número máximo de alunos por turma... outra medida que vai dar que falar. E esperemos que dê, porque não debater nem esgrimir argumentos, com medos e receios, não será próprio de um país democrático.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

hoje, o 3º A vai conhecer o Bairro

Hoje, dia 12 de abril, pelas 9h30. o 3ºA vai fazer uma visita pedonal pelo bairro da escola (Arco do Cego), orientada por técnicos do Arquivo Municipal de Lisboa.

O Bairro do Arco do Cego  bairro pode ser considerado o precursor da habitação social em Lisboa, pois com essa finalidade foi projectado na primeira república e finalizado por volta de 1930, já pela Ditadura Militar.


O Bairro é caracterizado por casas pequenas e ruas estreitas.
No Bairro há, de recente criação, o Jardim do Arco do Cego, o qual se fica a dever à retirada do terminal e oficinas da Carris. Esta zona ganhou, assim, uma área verde rectangular, complementada pelos arranjos pedonais na Av. Duque de Ávila.  Ainda que com parca arborização, há pouca sombra no verão, mas generosa área ensolarada no inverno, é actualmente uma zona de grande concentração de jovens.

No Bairro situa-se também o Arquivo do Arco do Cego que é uma entidade pública e alberga documentação produzida entre os anos 1630 e 2002, o que o caracteriza, portanto, como arquivo intermédio e arquivo definitivo. E, claro, fica também o nosso Agrupamento, que data dos anos 30, e foi projectado pelo arquitecto Jorge Segurado, que também desenhou a Casa da Moeda.

   

Parabéns aos promotores desta iniciativa... e que São Pedro não derrame lágrimas, seja de comoção, seja de inveja!

terça-feira, 10 de abril de 2012

em França e Espanha: greve aos trabalhos de casa

Bom regresso às aulas. Esperamos que a Páscoa tenha sido boa e a interrupção letiva ajudado a descansar!

E começamos com um tema polémico: os TPCs.

Se alguns - entre pais, professores, psicólogos e pediatras -, consideram-nos fundamentais para incutir hábitos de trabalho e autonomia no estudo, outros acham-nos excessivos, contraproducentes e até potenciadores de desigualdades entre as crianças, na medida em que umas podem beneficiar da ajuda dos pais e outras não, para lá de poderem ser fonte de conflitos familiares.

Há dias, uma associação de pais franceses resolveu lançar um boicote aos TPC, com uma greve de duas semanas, alegando serem cansativos e «se a criança já aprendeu a matéria na escola, então mais vale ler um livro em casa. Se não aprendeu, não vai ser em casa que o vai fazer».

Uma associação espanhola de pais subscreveu a posição. Entre nós, já o «Sindicato das Crianças», em 2005, tinha lançado, em tom provocatório, uma greve aos TPCs, a qual, surpreendentemente, teve um enorme impacte na comunicação social.

Os TPCs já aqui foram discutidos, no ano passado, e vale a pena revisitar a entrada de então, «clickando» aqui. Haverá argumentos pró e contra, mas as crianças que, como acontece na generalidade da nossa Escola, não estão sobrecarregadas com TPCs, pelo menos no sentido "estrito e obsoleto" da expressão (ao contrário dos trabalhos de pesquisa e de criatividade, sobretudo para os fins-de-semana), não mostram nenhum handicap com isso, muito pelo contrário: têm mais tempo para estar com a família, brincar, ler, ver televisão, descansar e... aprender, porque o cérebro funciona em back-office, enquanto a pessoa está em atividades de lazer.