quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

um farol com 100 anos


Portugal, com os seus 1230 km de costa no Continente (mais os 917 km nas Regiões Autónomas), tem uma enorme diversidade de faróis.

Os faróis são sempre entidades misteriosas - não apenas pelas histórias de contabandistas -, mas pelas vivências que inspiram, pelo seu papel de orientação de navios e gentes solitárias, sem os quais ficariam perdidos, e pela solidão, também, que acompanha, de algum modo, a vida do faroleiro.

Actualmente as coisas são diferentes, com os métodos electrónicos de navegação e de iluminação, mas os faróis continuam a ser um lugar único. Há, aliás, vários livros sobre o tema (incluindo um publicado pelos CTT). As crianças gostam de faróis - e vale a pena, seja ao pé de Lisboa, seja em locais de férias, visitá-los quando possível. Até pela internet, se não puder ser presencialmente. Os faróis são, simbolicamente, a certeza de que não estamos, nem sós, nem perdidos.
Vem isto a propósito dos 100 anos do Farol do Penedo da Saudade, situado 800 metros a Norte de S. Pedro de Moel, que entrou em funcionamento a 15 de fevereiro de 1912.


Tem uma torre com 32 metros de altura e fica situado a uma altitude de 55 metros. De março de 1916 a dezembro de 1919, o farol esteve apagado devido à I Grande Guerra.

Inicialmente foi instalado um aparelho ótico de 3ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), com a rotação da ótica produzida por uma máquina de relojoaria. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo.

A ótica primitiva não se manteria no farol por muito tempo, visto que foi deslocada para o novo farol do Cabo Mondego. De 3 de março a 27 de julho de 1921, o farol esteve novamente apagado para substituição da referida ótica. O aparelho lenticular então instalado foi também de 3ª ordem, grande modelo, dando grupos de dois relâmpagos.

O farol foi dotado de energia elétrica com a instalação de grupos eletrogéneos em 1947, só vindo a ser ligado à rede de distribuição pública de energia em 1980, ano em que foi iniciada também a sua automatização. A potência da lâmpada utilizada no farol, que em 1947 era de 6000 watts, foi sendo progressivamente reduzida para os atuais 1000 watts.

Pais: aproveitem as oportunidades e visitem os muitos faróis que existem na nossa costa.

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