quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Exposição a não perder

"Dom Dinis - entre a História e a Lenda" - Exposição até 23 Abril (todos os dias: 10h-17h)
No âmbito da celebração dos 750 Anos do Nascimento do Rei D. Dinis (1261), realizada em outubro de 2011, o Museu do Combatente no Forte do Bom Sucesso (junto à Torre de Belém), apresenta a exposição D. Dinis, dedicada à vida e obra deste magnífico monarca português.

O evento é direcionado para as crianças, sendo caracterizado pela simplicidade da sua apresentação e interação com o público. No entanto, dada a exposição de várias imagens relacionadas com a pesquisa e exploração do imenso património legado pelo Rei D. Dinis, esta é também uma exposição apelativa para adultos, sobretudo para aqueles que se interessem especificamente por estes temas.
D. Dinis foi sem qualquer margem para dúvida um dos grandes monarcas do seu tempo. Após a reconquista cristã era preciso, edificar sobre os alicerces deixados pelos seus antecessores.

Assim, D. Dinis implementou, o que hoje se designa, um desenvolvimento sustentado, fomentando a agricultura, o comércio interno e externo, a indústria e a exploração mineira. Mas, o rei 'Lavrador, depois de lavrar a terra também se preocupou em lavrar os espíritos sendo a cultura um dos seus maiores interesses pessoais. D. Dinis não só apreciava a literatura, como foi ele próprio um poeta notabilíssimo e um dos maiores e mais fecundos trovadores do seu tempo.
Durante o seu reinado, Lisboa foi um dos centros europeus de cultura. D. Dinis deixou para a história o Tratado de Alcanices que definiu a mais estável e antiga fronteira europeia e também o Tratado de Turrelas onde brilhou com diplomata e juiz. Fundou a Universidade de Lisboa e ainda foi, segundo alguns autores, o primeiro "pensador" dos Descobrimentos - a plantação do pinhal de Leiria, fonte de madeira apra embarcações, e a contratação de um dos mais prestigiados navegadores genoveses, o almirante Pessanha, são prova disso.

Casou com D. Isabel de Aragão, de quem teve dois filhos: D. Constança. e D. Afonso, seu sucessor.

A exposição é complementada por um jogo interativo (semelhante ao jogo da Glória), em que os participantes são convidados a aplicar os conhecimentos adquiridos na exposição e também a partirem à descoberta de algumas curiosidades relacionadas com a vida de D. Dinis, um rei que soube cuidar da terra e olhar para o mar, e que entendeu que a cultura e a literacia são as melhores armas que se pode ter.

Informações e marcações de visitas guiadas: 927 383 139 | 213 017 225 |

Obs.: Visita disponível para grupos organizados ou escolas. Preço 2€

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

uma sugestão para o próximo fim-de-semana


É o Museu mais visitado de Portugal. E justifica-se, quer pela beleza do edifício (provavelmente no final do ano mudará de instalações), quer pela colecção riquíssima de coches, caleches, liteiras e outras formas de transporte antigas, no que constitui a colecção mais vasta em todo o mundo.

A entrada é gratuita para as crianças e os adultos pagam apenas 5€ (comparando com os museus de qualquer outro país, é uma bagatela).

E, à saída, depois de uns momentos bem passados, vale a pena atravessar a Calçada da Ajuda e entrar na pastelaria A Chique de Belém, que ganhou o concurso dos melhores pastéis de nata de Lisboa. E justificam o prémio!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

a não perder

Dos 8 aos 88 anos. Um filme fabuloso, que nos conduz ao mundo dos sonhos, da magia, do cinema e dos sentimentos. Estamos a falar de "A Invenção de Hugo", de Martin Scorcese.


A não perder. Estou certo de que as crianças, sobretudo do 3º e do 4º anos (as mais novas talvez precisem de mais maturidade para apreciar o filme) adorarão ver este filme, onde outras crianças lutam por descobrir a sequência da vida e a razão porque vivemos.

Fica a sugestão!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

desfile de Carnaval - sexta-feira, 17

Caros pais,

O Carnaval aproxima-se a todo o vapor, e como tal, a CAF do 1º ciclo preparou uma pequena surpresa para comemorar em grande este período.

Amanhã (sexta-feira), dia 17 de fevereiro, iremos realizar um desfile de Carnaval a partir das 17:45 no período do ATL. As crianças levarão as suas máscaras para desfilarem até à escola D. Filipa de Lencastre e apresentaremos os dois grandiosos carros alegóricos que temos andado a construir.

Como tal, gostaríamos de convidar os pais e encarregados de educação a acompanharem o nosso trajeto e a passarem um bom momento de diversão!

Esperamos por todos!

A Direção da APEE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

um farol com 100 anos


Portugal, com os seus 1230 km de costa no Continente (mais os 917 km nas Regiões Autónomas), tem uma enorme diversidade de faróis.

Os faróis são sempre entidades misteriosas - não apenas pelas histórias de contabandistas -, mas pelas vivências que inspiram, pelo seu papel de orientação de navios e gentes solitárias, sem os quais ficariam perdidos, e pela solidão, também, que acompanha, de algum modo, a vida do faroleiro.

Actualmente as coisas são diferentes, com os métodos electrónicos de navegação e de iluminação, mas os faróis continuam a ser um lugar único. Há, aliás, vários livros sobre o tema (incluindo um publicado pelos CTT). As crianças gostam de faróis - e vale a pena, seja ao pé de Lisboa, seja em locais de férias, visitá-los quando possível. Até pela internet, se não puder ser presencialmente. Os faróis são, simbolicamente, a certeza de que não estamos, nem sós, nem perdidos.
Vem isto a propósito dos 100 anos do Farol do Penedo da Saudade, situado 800 metros a Norte de S. Pedro de Moel, que entrou em funcionamento a 15 de fevereiro de 1912.


Tem uma torre com 32 metros de altura e fica situado a uma altitude de 55 metros. De março de 1916 a dezembro de 1919, o farol esteve apagado devido à I Grande Guerra.

Inicialmente foi instalado um aparelho ótico de 3ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), com a rotação da ótica produzida por uma máquina de relojoaria. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo.

A ótica primitiva não se manteria no farol por muito tempo, visto que foi deslocada para o novo farol do Cabo Mondego. De 3 de março a 27 de julho de 1921, o farol esteve novamente apagado para substituição da referida ótica. O aparelho lenticular então instalado foi também de 3ª ordem, grande modelo, dando grupos de dois relâmpagos.

O farol foi dotado de energia elétrica com a instalação de grupos eletrogéneos em 1947, só vindo a ser ligado à rede de distribuição pública de energia em 1980, ano em que foi iniciada também a sua automatização. A potência da lâmpada utilizada no farol, que em 1947 era de 6000 watts, foi sendo progressivamente reduzida para os atuais 1000 watts.

Pais: aproveitem as oportunidades e visitem os muitos faróis que existem na nossa costa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

cansaço... - (parte 2)


Continuando a Entrada de há dias (ver aqui), adiantam-se algumas explicações orgânicas para o cansaço na criança.

Existem situações orgânicas que podem revelar-se por cansaço, entendendo este cansaço como aquele que é “anormal” para a criança em questão, ou em comparação com os da mesma idade, e que não se limita a um ou dois dias, mas que se prolonga por vários dias ou até semanas. Outro aspecto importante tem a ver com o facto de as queixas serem veiculadas pelo próprio e não pelos pais. Salvo algumas excepções, como algumas chamadas de atenção, é raro uma criança queixar-se “a sério” de cansaço. Se o fizer, o assunto não deve ser desvalorizado.

·   algumas doenças agudas e crónicas podem ser responsáveis pelo aparecimento de cansaço. Aliás, praticamente todas as doenças o podem fazer: infecções virais ou bacterianas, sobretudo se prolongadas, anemias, doenças crónicas do aparelho respiratório, renal, cardíaco ou outros, enfim o cansaço e a falta de forças (astenia) são queixas comuns nestas situações. Curiosamente, na anorexia nervosa, apesar do emagrecimento, da quase exaustão muscular e da anemia, as raparigas (e os raros rapazes que a têm) continuam com uma “pedalada” muito razoável, não se queixando de cansaço. Até ao dia em que “caem para o lado”;

Embora, geralmente, existam outros sintomas e sinais que permitem diagnosticar esta ou aquela doença, há situações em que o cansaço podeser, durante vários dias ou semanas, a única queixa: basta relembrar a tuberculose, a mononucleose e outras infecções.

·   “saltar” refeições - essa coisa de não tomar certas refeições - seja por esquecimento, seja por que se está a fazer "dieta" -, é um erro crasso pois além de não ser método de emagrecimento ainda se podem arranjar problemas, nomeadamente dores de cansaço. Algumas crianças levantam-se de manhã com o tempo contado (ou melhor, mal contado) e saem de casa sem tomar o pequeno-almoço. É um erro! O pequeno-almoço, depois de um jejum nocturno que é quase sempre superior a 10 horas, é essencial para repor os níveis de açúcar no sangue. Se estes baixam muito, diminui o rendimento intelectual (e o escolar), faltam as forças físicas e aparece irritabilidade, má disposição e... cansaço. O mesmo acontece se se estiver sem comer muitas horas à tarde, mas é mais comum ser o pequeno-almoço a refeição sacrificada;

·   dormir pouco - outra causa bastante frequente de cansaço. Cada pessoa tem o seu ritmo de sono e a necessidade em horas de sono varia muito conforme as pessoas e as idades. A maior parte das crianças e jovens precisa de dormir, e precisa de dormir em alturas do dia que muitas vezes não são as mais adequadas à organização da vida (durante o fim da manhã, por exemplo). Os horários escolares ou de trabalho não se compadecem com estas exigências biológicas;

·   outra razão para cansaço é o excesso de estímulos ou de actividade, puro e simples. Algumas crianças têm uma agenda diária muito sobrecarregada, com um grande número de horas de estimulação, mais aulas extra-curriculares disto e daquilo, actividades desportivas, “secas” nos transportes, etc. Se bem que seja bom fruir e usufruir dessas actividades, tudo isto, a somar a noites de pouco sono ou de sono pouco descansativo, causa cansaço;
·   enxaquecas - geralmente aparecem só de um lado, acompanhadas de esvaímento ou vertigem, com enjôo e frequentemente com sintomas sensoriais (luzes, sons, cheiros). Se há alguém na família com enxaquecas a probabilidade de as ter é maior;
    ·   outra vertente do problema tem a ver com os estados de alma - quando se está triste ou melancólico, provavelmente também se terá menos vontade de exercer grandes actividades físicas, caso esse em que “tudo o que se faça cansará”. É normal (e desejável) estar-se triste mas, obviamente, quando a tristeza dura muito tempo ou entra em níveis de depressão, então já exige uma atitude - o cansaço pode ser um dos primeiros sintomas, equiparando-se a outros sintomas designados por "equivalentes depressivos", como dores de cabeça, baixa de apetite, dores de estômago, perda de interesse pelas actividades do dia-a-dia, andar "embezerrado", problemas de sono (acordar muitas vezes durante a noite ou acordar muito cedo) e dificuldades de concentração, entre outras;

·   a tentativa de chamar as atenções, seja porque  criança se sente à margem da vida da família, seja porque se sente desprezada ou está em sofrimento e quer que alguém lhe ligue, pode ser uma razão para referir cansaço. “Sinto-me cansado!”, “Estou nas lonas!”. São queixas que despertam o interesse dos pais, mais do que se tossir ou espirrar. Algumas vezes, mesmo sentir nada de especial, a criança leva a sua “representação” até ao fim, sujeitando-se inclusivamente a análises e exames ou até a internamento;

·   quando existe uma pessoa doente no aglomerado familiar ou no círculo de amigos, as crianças podem, também eles, ter sintomas, de origem psicossomática mas nem por isso menos reais. O cansaço é um deles.


Ficaram aqui muitas causas de cansaço na idade infantil. Cansaço, fadiga, exaustão - chamemos-lhe assim. Com a certeza de que a palavra significa coisas diferentes para pessoas diferentes, que é um sintoma cuja intensidade e qualidade só o próprio pode classificar, que é muitas vezes o primeiro sintoma de uma situação de doença, outras tantas um sintoma acompanhante de outros sintomas, e ainda, em muitos casos, com causa psíquica, mental ou relacional.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fernando Pessoa na Gulbenkian



Vale a pena visitar a exposição sobre Fernando Pessoa que está na Fundação Gulbenkian. A exposição, que já passou pelo Brasil, e agora ficará patente em Lisboa até 30 de Abril, inclui livros interactivos, objectos pessoais e manuscritos do poeta e dos seus heterónimos, mas também não deixa de fora as representações pictóricas do artista ou da sua época.
Aqui poder-se-á ver toda a multiplicidade da obra do grande poeta , conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo universo de Pessoa, para que leia, veja, sinta e ouça a materialidade das suas palavras.

Pode visitar-se todos os dias, excepto à segunda-feira, das 10h00 às 18h00. Encerra no Domingo de Páscoa. A entrada custa 4€.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

quem quer subscrever este abaixo-assinado do Prof. Eduardo Sá?

Eu, abaixo assinado, declaro, solenemente, que lutarei para que uma sociedade aberta ao conhecimento, não se construa à margem da pergunta e da diferença, nem das histórias, do brincar ou da conversa. Porque uma escola que fratura humanidade e conhecimento (ou que divide os alunos, distinguindo os diferentes dos iguais ou os que aprendem dos que têm necessidades educativas especiais) ouve mas não escuta, exige atenções mas é desatenta. E, sendo assim, reclama-se inclusiva mas não será acolhedora.

E, declaro ainda, que lutarei (até que vença) para que se reconheça - com respeito pela dignidade das pessoas e pelo futuro - que o melhor indicador de sucesso educativo não é, nem nunca foi, a empregabilidade, mas que será, para sempre, a sabedoria. Se a empregabilidade representa uma visão de mundo, onde os valores do dinheiro fazem com que a paixão seja pilhada e capitule, só quando sabedoria e trabalho se casam um com o outro, ligam a humanidade dos gestos, a ousadia de nunca se deixar de perguntar «porquê?», a lealdade de interpelar e de contrapor, o arrojo de pensar e a clarividência de empreender, que distinguem quem ama (a vida, as pessoas e o conhecimento) daqueles que, tenham os sonhos que tiverem, se resignam a ser, mansamente, adaptados.

Eu, abaixo assinado, comprometo-me solenemente a estar distraído sempre que um professor não tiver um jeitinho especial para me render aos encantos do que ensina. E que farei por exigir autoridade a quem, somente, exiba disciplina. E declaro, ainda, que, honrando isso, tudo farei para me insubordinar contra todos aqueles que confundem democracia de oportunidades com mediocridade e sucesso educativo com exigências minimalistas (que, ao adoçarem as notas, mentem sobre a forma como todos temos, premeditadamente, descuidado a educação). E declaro, por fim, que lutarei por demonstrar que aprender com gosto é e fácil e é bonito, mas que o rendimento sem alma é humilhante e um embuste.

E comprometo-me a reconhecer que a escola jamais será, unicamente, um local para desenvolver (algumas) competências mas que ela serve, sobretudo, para nos educarmos uns aos outros. E, só depois, para aprender. E que, sejam quais forem as circunstâncias em que o exijam, nunca irei pactuar com essa vertigem esquizofrénica que acarinha quem repete e que castiga quem copia.

Eu, abaixo assinado, declaro solenemente que a escola é um formidável complemento aos cuidados da família e reconheço que muitos professores, pela bondade e pela sabedoria com que nos iluminam, dão mais crédito ao desafio do crescimento que muitos tios e que muitos pais. E que, por isso mesmo, serei, para sempre, contra toda a educação que se dirija mais para a vaidade do que para a admiração, onde as pessoas, depois de aprenderem, sejam mais facilmente instigadas a reconhecerem os enganos dos outros do que a aprenderem com os seus, e a subtrair (qualidades) do que a fazer a diferença. Porque um mundo que acarinha as aparências em prejuízo da integridade (um mundo onde a demagogia inquina a política ou o populismo enviesa a justiça) mascara e mente mas não admira e não aprende. E um mundo assim terá na escola, para sempre e por amor à verdade, um adversário que jamais se deixará vencer.

E comprometo-me ainda a empenhar-me para que pontos de vista contraditórios nunca nos deixem de encaminhar para sínteses íntegras, simultaneamente mais complexas e mais simples, mais singulares e mais plurais, que não favoreçam a exibição do conhecimento mas que o desafiem para a clarividência diante das dúvidas (e que reconheçam, com humildade, que tem faltado fé ao conhecimento - fé nas pessoas e fé no futuro - e que conhecimento sem boa fé não é conhecimento mas, antes e só, obscurantismo).

Por tudo aquilo que acabei de ler, que será objeto de juramento e que irei assinar, declaro estar unicamente disponível para o regresso às aulas (porque a escola são todos os lugares onde há quem nos ensine que quem aprende com os erros nunca foge às responsabilidades. E que só assim se admira, se é íntegro, se aprende e se educa).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

interrupção letiva do Carnaval


Ateliers, Festa de Máscaras, Atividades Desportivas
20,21,22 de Fevereiro de 2012
Inscrições nos Serviços Administrativos da APEE EB1 São João de Deus até ao dia 16 de fevereiro, entre as 17:30 e as 18:50.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

programa para o fim-de-semana: visitar a Sagres


O Navio-Escola Sagres comemorou 50 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e de Portugal - foi mais precisamente ontem, 8 de Fevereiro de 2012.

Construído em Hamburgo, em 1937, entrou ao serviço da Marinha do Brasil e, em 1961, adquirido por Portugal com o objectivo de substituir a antiga Sagres, que já não se encontrava em condições .

Nestas funções efectuou mais de 150 viagens, no equivalente a três voltas ao mundo, com 385 visitas a portos e cerca de 600.000 milhas (perto de um milhão de quilómetros) navegadas. É conhecido como um Embaixador Itinerante ao serviço de Portugal.

Para assinalar tão importante data na vida do Navio, irão decorrer diversas atividades de natureza social e cultural no período de 4 a 12 de fevereiro, com o Navio atracado no cais de Alcântara, em Lisboa. O programa dos festejos pode ser visto aqui. Já que vai estar de sol, aproveitem para uma deslocação a Alcântara e uma visita à Sagres - não haverá criança que não adore e sempre se pode respirar o Tejo, antes que venham as chuvas lá mais para o meio do mês.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Robótica - continua o êxito!


As aulas de Robótica continuam em alta. O entusiasmo é grande e os alunos dos 2º C, 3º A, 3º B, 3º C e 4º C têm-se divertido - e aprendido - a fazer carros, uma arena para beyblades, barcos, cidades animadas, moinhos e mais um conjunto de actividades.

Os professores André e Rita têm dinamizado muito bem as aulas e ganho o respeito de todos os alunos - nestas aulas NINGUÉM se porta mal... nem os beyblades fazem barulho! Foi mais uma excelente iniciativa da nossa Escola.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

reforçar a existência - combater a tristeza e a depressão.


Qual a diferença entre viver e sobreviver? Mesmo que não se consiga uma definição precisa, do ponto de vista linguístico, todos nós, como pais, sabemos de momentos em que nos sentimos mais a sobreviver do que a viver, fosse ao acordarmos a meio da noite para acorrer a um sonho mau dos nossos filhos ou para lhes dar leite, seja quando chegamos cansados e a apetecer-nos estar sós, connosco próprios, e temos de corrigir TPCs, orientar banhos, responder às milhentas perguntas que as crianças têm, ouvi-las, escutá-las ou meramente preparar o jantar.

O psicanalista Robert Neuburger diz o que pensa: vive-se e até se pode sobreviver, mas não se existe, quando não se encontra alegria no que se faz, quando não se têm sonhos, quando não há tempo para nós próprios. Mas também não se existe quando somos transparentes para os outros, quando ninguém quer saber de nós, quando não temos laços de pertença a amigos, família ou algo de humano. Por outro lado, é importante também termos auto-estima sem sermos narcísicos, e estabelecermos boas relações interpessoais e de grupo: quando esses laços se quebram sentimos a dor, a perda, o luto. E podemos entrar em tristeza e em depressão.

Para Neuburger, esta tristeza ou mesmo depressão é um "déficite de existência" e a resposta a ela deverá ser "encher a existência" novamente, fazendo ver como as pessoas são importantes, para si próprias e para os outros, mostrar as partes boas da vida, ensinar a relativizar os fracassos e, sobretudo, a identificar os problemas mas a concentrar a energia na sua solução - assim, a pessoa reãdquirirá uma das coisas mais importantes da vida: a dignidade. E voltará a existir.

Os nossos filhos, mesmo sendo pequenos, têm momentos em que se sentem mal, em baixo, tristes, confundidos. Pensemos no que está acima escrito e no que poderemos fazer por eles.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Os dias estão frios e, mesmo que se espere uma ligeira melhoria, assim vão continuar.
Sabemos da renitência das crianças em usarem blusões ou casacos "Ó mãe, não tenho frio!" - e depois o entra e sai, da aula para o corredor ou para o recreio, não convida crianças desta idade a porem e tirarem os agasalhos.

Pais: conversem com os vossos filhos e façam-nos sentir a necessidade de usar bons abafos, luvas, cachecol e até barrete. Alguns perder-se-ão na escola, mas por isso mesmo combinem com eles a metodologia para que isso tenha menos probabilidade de acontecer, e verifiquem quando os forem buscar, se trazem tudo.

Estamos em época de frio, com surto de gripe e probabilidade elevada de infecções respiratórias. Quem avisa...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

passatempo Florbela - um estímulo à leitura

A Ukbar Filmes e as Bibliotecas Municipais de Lisboa convidam os leitores a ler a obra de Florbela Espanca antes, durante e depois da exibição comercial do filme elaborado sobre a sua vida, marcada para o dia 8 de Março de 2011.

Objectivo
O Passatempo FLORBELA tem como objectivo dinamizar o hábito de leitura de autores portugueses, em especial no público jovem.

Quem pode participar
Todos os indivíduos que possuam cartão de leitor das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Os indivíduos menores de 18 anos terão que apresentar uma autorização dos pais/tutores para receberem e usufruírem dos prémios ganhos no Passatempo.

Candidatura
O passatempo será lançado na página do Facebook das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Será constituído por 5 perguntas de resposta múltipla, às quais os participantes deverão responder correctamente e finalizar com uma frase de sua autoria sobre a poetisa Florbela Espanca. A resolução das perguntas poderá ser encontrada nas obras de Florbela Espanca disponíveis nas Bibliotecas Municipais das Galveias, Orlando Ribeiro e Camões. 

Os participantes deverão enviar um e-mail com as suas respostas e frase criativa para passatempo@florbela.pt até às 19h do dia 18 de Fevereiro de 2012.

De modo a ser elegível, o participante deverá incluir no e-mail os seguintes elementos: nome, idade, morada, contacto telefónico e número de leitor.

Os vencedores serão anunciados dia 27 de Fevereiro no site das Bibliotecas e serão convidados a estar presentes na antestreia do filme, dia 28 de Fevereiro pelas 21:30, no cinema São Jorge, em Lisboa.
 
Calendário  de 26 de Janeiro de 2012 a 18 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

saber estar


Na continuação do que abordámos ontem, o ensinar a "saber estar" é uma das tarefas fundamentais da Escola e dos pais e familiares.
É raro o comportamento que é sempre errado - até matar pode ser certo, se em legítima defesa - e a questão é a inadequação ou adequação do comportamento. Muitas vezes dizemos "não corras!", quando a questão não é "não corras", mas "não corras aqui porque o espaço é exíguo e podes partir alguma coisa". A frase é grande e nós intuímos que as crianças sabem o que nós sabemos e queremos... mas por vezes não sabem. E, assim, acham estranho ouvir "não corras" e, daí a bocado,  no parque, escutarem o contrário "corre!".
Saber ler o ambiente humano e o ambiente físico e adequar o comportamento é, talvez, o trunfo mais importante para viver em sociedade.
A este propósito, vale a pena deliciarem-se com este violinista que viu o seu concerto interrompido por um toque de telemóvel (o que acontece com uma frequência inacreditável). Ao ouvir o toque do "Nokia" (que está na pauta acima, para quem quiser trautear!!!), Lukas Kmit, o violinista, "arrumou o assunto".

Mostrem aos vossos filhos, para eles aprenderem um pouco mais do "saber estar"... e talvez no futuro "saibam estar" e se lembrem de desligar o telemóvel em sítios onde não é adequado terem-nos ligados... como tantos pais ainda fazem (paralelo aos que falam aos berros em reuniões, restaurantes ou em qualquer outro local, incomodando os nossos tímpanos com os seus decibéis).


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

será que "tudo o que mexe" é hiperactivo?


Grassa pelo mundo uma verdadeira "epidemia" de hiperactividade. Mais, de hiperactividade e déficite de atenção. Mas será que é verdadeiramente assim? Há cada vez mais crianças diagnosticadas com alterações destas duas vertentes, afinal interligadas, e que se relacionam com as chamadas "síndromas disléxicas" e com as "síndromas do espectro do autismo". Tanto diagnóstico em tão pouco tempo, diríamos. Mas é o que observamos um pouco por toda a parte - os diagnósticos, porque quiçá não tanto as crianças com estas situações.

A vontade de resolver tudo num minuto e de responder às questões complexas com soluções fáceis, leva a que as perturbações do comportamento escolar, nomeadamente, sejam muitas vezes "resolvidas" com o auxílio de medicamentos "para a atenção". Não é que não possam ser necessários, em alguns casos, mas ignorar que o mesmo ser humano de há milhares de anos tem de enfrentar mundos completamente diferentes, com um aumento exponencial de estímulos (alguns irresistíveis) e sobretudo de origem artificial, e pensar que as crianças de hoje têm de "funcionar" da mesma forma do que há décadas, é um erro crasso. O animal é o mesmo, o ambiente não.

Por vezes não é fácil distinguir uma agitação ou irrequietude de uma hiperactividade patológica. Mas uma coisa é esta situação - devida a anomalias nos mediadores cerebrais - outra será a desatenção normal de quem acorda cansado, vive cansado, hiperestimulado, com matérias por vezes desinteressantes para o aluno (por muito interesse que possam ter na construção do edifício educativo da criança), professores também eles cansados e pouco tolerantes para as irrequietudes infantis, e que ainda leva, em alguns casos, TPCs para casa, onde chega à hora de tomar banho e de jantar, para no dia a seguir começar tudo de novo. Para a criança, para os pais e para os professores.

A "hiperactividade" das crianças é, quase sempre, uma mistura de cansaço, stresse, má educação e disfunção familiar, associada a ambientes hiperestimulantes e que sobrecarregam o cérebro da criança com "informação-lixo", seja um carro a buzinar na rua, sejam os reflexos do sol nos vidros da aula ou as risadas dos colegas no corredor.

Temos de pensar este assunto com calma e debatê-lo, antes que os medicamentos "para a atenção" (nos idosos será os medicamentos "para a tensão"), tomem conta do universo infantil, rotulando as crianças, tendo efeitos colaterais, sendo caros e, também, desresponsabilizando os estudantes que encontram aí um bom alibi para os seus fracassos decorrentes de preguiça e falta de empenho, estudo e brio, e desculpabilizando os pais que não acompanham os filhos, pensando ainda que a escola é que "induca".