terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mahatma Gandhi - aniversário da sua morte



Passados 64 anos sobre o assassinato de Mahatma Gandhi, uma marcha realizada em Calcutá reuniu 485 crianças e entrou para o Guinness como a reunião com mais pessoas vestidas como o líder da libertação indiana.

Gandhi foi quem conhecemos, e o ideal da não-violência e do protesto através de formas pacíficas ficou para a História.

Na nossa Escola tivemos (temos!) um projecto em sua memória - felizmente não se registam casos relevantes de bullying mas não esqueçamos que os lobos maus também moram dentro de cada um de nós, e que, a menos que os aprendamos a domar, eles saltarão, por vezes quando menos se espera. Prossigamos, pais e professores, o rumo do ensino da não-violência e da forma pacífica de derimir conflitos. Não só em homenagem a Gandhi, assassinado há 64 anos, mas também e sobretudo por todos nós.



PS: lembram-se quando, em 2010, muitos dos nossos filhos se vestiram à Fernando Pessoa, no aniversário da sua morte?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Campeonato de Xadrez - exibição à altura!


Decorreu no Pavilhão da Escola Dona Leonor de Lencastre, o V Campeonato Distrital Escolar de Lisboa, por Equipas.
A nossa Escola esteve representada por três equipas:
Equipa A = Eduardo Cordeiro, André Barbagallo, Ricardo Henriques e Carolina Teixeira.

Equipa B = João Prazeres, José Maria Cordeiro, Rafael Ribeiro e Tiago Prazeres

Equipa C = Tomás Cordeiro, António Moraes, Camila Avelino e Gonçalo Teixeira.


As três equipas foram brilhantes! Defrontando adversários com muita tarimba, alguns com largos anos de prática e ainda outros com aulas diárias de xadrez, os representantes da nossa Escola não se deixaram intimidar e obtiveram um número muito grande de vitórias.

A classificação final, entre 40 equipas, foi: equipa B, 15º lugar; equipa A, 26º lugar e equipa C, 31º lugar.







Praticamente todos os jogadores tiveram pelo menos uma vitória e coube a um dos elementos da equipa B o primeiro xeque-mate das 552 partidas que se efectuaram: o Cordeiro (Zé Maria) deu xeque-Pastor...

João Prazeres e Tomás Cordeiro conseguiram os melhores resultados individuais dos representantes da Escola.

A organização, a cargo do Grupo de Xadrez de São Marcos, em parceria com a Associação de Xadrez de Lisboa, e com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e do Agrupamento de Escolas D. João II, em São Marcos, foi impecável, com apoio de lanche e todas as estruturas de que as crianças e os familiares necessitavam.

Parabéns aos jogadores, às equipas, e um enorme abraço ao Professor Luís Rodrigues, o grande mobilizador das vontades e que tão bem tem ensinado e motivado os nossos filhos. Aqui está ele, com os seus capitães: Eduardo Cordeiro da equipa A, João Prazeres da equipa B e Tomás Cordeiro da equipa C.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

cansaço... - (parte 1)


Muitas crianças, na escola ou ao voltar para casa, queixam-se de cansaço. E embora seja bom separar o cansaço físico do cansaço psicológico, do estar farto de alguma coisa, etc, definir “cansaço”, ou a sensação de se “estar cansado”, é tarefa muito subjectiva. Quem somos nós para “decidir” do cansaço dos outros - e quantas vezes os pais não caem nesse erro e dizem aos filhos: “não tens idade para estar cansado”, “na tua idade eu nunca me cansava” (mentira!), “estás cansado o quê, pensas que me enganas, o que tu não queres é ir à escolar”, ou então levam demasiadamente a sério uma queixa que não pretendia ser mais do que um desabafo, ao fim de um daqueles “dias de cão”: “andas cansado? é? Então é melhor fazeres umas análises”. “Mas eu não disse nada, era só...”. “Não, não! Disseste que estavas cansado. Amanhã levo-te ao médico”.

Sentir-se cansado é algo de muito subjectivo, como qualquer sentimento o é - ter fome, ter sono, estar alegre ou triste, não são decretáveis por lei nem regulamentáveis em qualquer Directiva da União Europeia. E muitas vezes nem sabemos muito bem porque é que isso acontece. Ainda agora estávamos bem e, de repente, “dá-nos o amoque”. “Caíu-nos na fraqueza!” - é a expressão que utilizamos e que, não expressando afinal nada de científico, consegue ser tão precisa.  Há um momento em que o corpo (ou a mente, ou ambos) pedem tréguas e, das duas uma, ou lhes damos razão e descansamos - e o cansaço passa -, ou persistimos a não ouvir a “voz do dono” (e a voz da razão) e continuamos sem descanso, até ficarmos (deixa cá ir ver no Dicionário) "esfandegados" ou "aplastados".

Cada pessoa tem o seu limite físico e psíquico, em termos de cansaço. E isso pouco tem a ver com estrutura esquelética ou muscular, com magreza ou obesidade. Pode dizer-se, claro, que um atleta se cansa menos facilmente a fazer desporto do que uma pessoa que apenas o pratica “quando o rei faz anos” (o que, em muitos casos, e até pela ausência de Rei neste País, quer dizer “nunca”). Mas as mesmas crianças atletas podem cansar-se facilmente com um dia normal de ou com uma noite mal dormida.

Se nos levantamos cansados - porque geralmente dormimos pouco, mal, com ruídos e barulhos, em colchões e almofadas que na maioria das vezes não nos proporcionam as condições de descanso ósteo-muscular suficientes, também acabamos por nos deitar cansados, depois de “aturarmos” a escola ou o trabalho, os transportes, enfim, tudo e “mais umas botas”. A meio do dia é que estamos bem (embora carentes de uma sestazinha... mas na maioria dos jardins infantis há um limite de idade para se poder continuar a dormir a sesta...), e se durante o dia ainda nos aguentamos é à custa de muitos bocejos e de outros tantos cafés.
É claro que o cansaço pode ser atribuível a doenças, mas isso será objecto de uma próxima Entrada. Até lá... bom descanso, durante este fim-de-semana soalheiro que se avizinha, e pensar um pouco nesta questão. Não andaremos - pais, Escola, sociedade - a exigir demasiado das crianças, em termos de actividade, regateando-lhes os espaços endorfínicos, tranquilos e de descanso físico e mental? Fica a pergunta...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

liberdade - é precisa!

Vale a pena relembrar aqui algumas palavras do Professor Eduardo Sá e reflectir sobre elas:

- as crianças estão autorizadas a sujar-se. As crianças que não se sujam não são uns anjos: ainda não descobriram que serão pessoas melhores sempre que forem pequenos índios com coração e com maneiras;


- as crianças devem brincar, também, na rua. Sempre que só sentem a cidade através dos vidros do carro dos pais deixam de ser crianças: ficam macambúzias;

- as crianças precisam de descobrir o tempo livre. Quando têm uma agenda e nunca mandam nos seus minutos – pelo menos quando brincam – não são crianças. São burocratas de mochila;

- as crianças têm o «direito constitucional» de andarem de cabeça no ar. Sempre que alguém as quiser certinhas e crescidas ficam rezingonas. E só quando forem pais, com um sentimento que viveram adormecidos, é que irão perceber que só aprende quem põe ao leme, para sempre, a vontade de rir;

- as crianças têm o dever de crescer com a ajuda de algumas trapalhices, porque só as crianças trapalhonas sabem que o brincar é a melhor escola de todos os imprevistos;

- as crianças estão autorizadas a cair. Nunca caindo não aprendem a cair;

- as crianças devem lutar, várias vezes por semana. Primeiro, com almofadas, com os irmãos. Depois, no chão da sala, com o pai. E, a seguir, com os amigos, fora de casa. Se nunca lutam podem, até, parecer exemplares. Mas não são crianças: tornam-se «xoninhas»;

- as crianças têm o direito a não ser falsamente elogiadas. Sempre que as elogiam, como se fossem tolas, viram sapos. Podem até ser belas. Mas tornam-se adormecidas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Refeitório: temos de olhar para ele de uma forma rigorosa e imparcial



Segundo relata o jornal Público, a Confederação de Associação de Pais, perante os preços das refeições das escolas cada vez mais baixos, pediu em comunicado aos pais para que estejam atentos ao que é colocado nos pratos dos filhos.

Entretanto,, está ser desenvolvida a iniciativa “Programa 100%”, com o patrocínio da Unilever Foods Solution, que se ofereceu para “ensinar” alguns truques às cozinheiras das escolas para que conseguissem transformar uma típica refeição de cantina num prato atractivo para os alunos. De acordo com o Ministério da Educação, até ao momento foram formadas 416 cozinheiras e auxiliares, com a ajuda de sete chefs da Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal e da Unilever Food Solutions. Em simultâneo, foram formadas “brigadas de cozinha”, que passaram a estar responsáveis pela elaboração das ementas nas escolas.

De acordo com os dados do ministério, inscreveram-se no programa 275 escolas, mas apenas 96 têm a iniciativa a decorrer, estando outras 12 em fase de concretização. No total, já beneficiaram do programa “cerca de 30.000 alunos”.

Apesar de ainda não ter estudos muito aprofundados, o ministério diz ter um “feedback das direcções das escolas que aponta para um aumento de cerca de 10% de adesão aos refeitórios”. Além do aumento de alunos nas cantinas, a dierctora do projecto, Mónica Vaz garante que a iniciativa conseguiu pôr os alunos a alimentarem-se melhor: “Passaram a comer mais legumes, pois os pratos confeccionados têm uma apresentação mais apelativa e são mais saborosos”.

Sobre a redução nos preços, para Albino Almeida, presidente da Confap, esta está relacionada com o desejo das empresas em conseguir ganhar os concursos. “Só isso é motivo suficiente para estarmos atentos à qualidade e à qualidade dos alimentos”, defende. À Confap chegam histórias de escolas onde a comida não agrada por ser de má qualidade ou parecer “manifestamente insuficiente”.

E na nossa escola? Os alunos por vezes queixam-se. Mas será que as "necessidades sentidas" correspondem às "necessidades percebidas" e estas às "necessidades reais"? Impõe-se debruçarmo-nos sobre este assunto, sem tabus ou preconceitos, de um modo rigoroso e imparcial. Da qualidade dos alimentos à composição da refeição, pasasndo pela confecção, apresentação e também ao modo de servir, controlar o que as crianças ingerem e como ingerem, o tempo de refeição, o desperdício, e tanta coisa mais, há um campo fértil e urgente que requer a nossa atenção. Há crianças para as quais a única refeição quente é a que tomam na escola. Não será o caso da larga maioria das crianças da São João de Deus. Contudo, um bom almoço é essencial, não apenas para o dia em questão, mas também para adquirir bons hábitos alimentares, tão essenciais para promover a saúde e a qualidade de vida presente e futura.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

avaliação do 1º período

Aqui ficam as avaliações do 1º período, da totalidade de turmas de cada ano, da totalidade da Escola e ainda o nº de crianças com necessidades educativas especiais. No conjunto, pode dizer-se que os nossos jovens estudantes demonstraram boas competências e sabedoria. Assim continuem. Globalmente, estão de parabéns, bem como os professores e a Escola.

1º ano

2º ano 

3º ano

4º ano

Todas as turmas

Necessidades educativas especiais

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

movimento da Biblioteca no 1º trimestre


No primeiro período deste ano lectivo  (2011/2012), foram requisitados à Biblioteca da nossa Escola mais de mil livros (1.022, para sermos exactos) e 58 DVDs e outro tipo de documentos, apesar dos horários de funcionamento desta terem sido algo curtos. No ano passado todo, foram requisitados 2.584 livros, por 308 alunos. 

Frequentaram a Biblioteca 311 dos 366 alunos da Escola, o que dá uma taxa de 85%, mas esta variou conforme os anos: 1º ano = 97%; 2º ano = 93%; 3º ano = 83% e 4º ano = 61%. Nota-se, assim, uma descida do nº de alunos que recorreu à Biblioteca, com o passar dos anos (não deveria ser ao contrário, ou seja, o gosto pela leitura ir crescendo? Ou será que os alunos mais velhos têm mais livros em casa e precisam menos dos da Biblioteca? Ou terão menos tempo para ler?).
A média de requisição de livros/aluno que frequentou a Biblioteca foi de 3,3, variando também conforme os anos: 1º ano = 3,9; 2º ano = 1,8; 3º ano = 3,2 e 4º ano = 2,1. .

No pódio, em número de requisições, em primeiro lugar ficou o 3ºA (183 livros), seguido do 1º D (112) e do 4º C (111). Nos piores lugares, o 4º A (7 livros), o 2º A (34 livros) e o 2º D (34 livros). No ano passado, ficou o 2ºA (actual 3º A -480), depois o 1º C (actual 2ºC - 241) e o 1ºA (actual 2º A - 230).

A melhor média requisição/aluno foi do 3º A (7,9), seguidos à distância pelo 1º A (4,9) e 1º D (4,8). Nos piores lugares ficaram o 4º A (1,5) e os 2º c e 2º D (1,8). No ano passado esse número foi muito superior: 8,9; variando entre 4 (no antigo 3ºA) e 20,5 (no antigo 2ºA).


Valerá a pena reflectir sobre este aspecto, sobre as diferenças encontradas entre turmas (sem emitirmos juízos de valor ou analisar os porquês, o que é um facto é que há diferenças sensíveis entre os anos e dentro do mesmo ano).
Foram requisitados em larga maioria livros e audio-livros, mas também jogos, vídeos, cassetes VHS. Não foi efectuado registo dos numerosos alunos que frequentaram a BE nos intervalos para ouvir audio-discos, jogar ou utilizar o computador. A quantidade de frequentadores, a constante solicitação por parte destes e o registo dos empréstimos impossibilita essa contagem. Por observação direta verificou-se que alguns alunos que usam frequentemente o computador nunca requisitaram livros.
A APEE está a desenvolver, conjuntamente com a Escola, um plano para dinamizar (ainda) mais a Biblioteca, através do voluntariado e das próprias crianças.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

o Pedibus


Andar a pe é essencial para a manutenção de uma boa saúde. Trata-se do exercício físico mais antigo e mais adaptado ao ser humano que, por ter desenhado malhas urbanas e ritmos de tempo desfasados com o animal que é, se vê obrigado a ir buscar noutras actividades, designadamente entre quatro paredes de um ginásio, a mais-valia que se obtem, gratuitamente, com meia hora a uma hora de andar a pé todos os dias.

Um pouco por todo o mundo ocidental vão-se desenvolvendo programas para levar as crianças à escola... a pé. Os chamados "Pedibus", que já existem na cidade de Lisboa, ou os "Walking School Bus" que pululam nos EUA.

Um estudo agora publicado na revista Pediatrics, órgão da Sociedade Americana de Pediatria, veio confirmar que as crianças em idade escolar (o estudo foi feito com crianças do 4º ano), que usam este sistema, organizado pelos pais em comum com a escola e com moradores, acabam por fazer muito mais exercício e gostar muito mais de o fazer, optando por actividades físicas como escolhas para o tempo de lazer.

Ir a pé para a escola, quando a escola fica no bairro onde se mora, deveria ser a regra. Beneficia os filhos mas também os pais, e permite que se converse, eduque, ensinem regras de trânsito, se cumprimentem as pessoas (e se as vejam), se conheçam os locais, as lojas, os passantes e as árvores do local onde se habita. Tudo isto fica sendo parte da memória individual e colectiva, além do aspecto mencionado neste artigo. Porque não pensar nisso, quem ainda não o faz?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Parabéns, Mickey!


A 10 de Janeiro de 1932 era registado e publicado oficialmente o primeiro desenho do rato mais famoso do mundo, que Walt Disney desenhou a partir de um ratinho que "co-habitava" na sua casa. Desde então o Rato Mickey teve vários perfis e conquistou um universo próprio, com direito a namorada, cão, amigos, inimigos e sobretudo muitas e divertidas aventuras, que entusiasmam gerações de pais e de filhos.

Ao longo dos anos foi adquirindo uma feição cada vez mais juvenil, o que, dizem estudos, tem o objectivo de conquistar maior empatia por parte do público. E o sucesso tem sido tal que, várias décadas depois da sua criação, o Rato Mickey continua a espalhar magia pelos quatro cantos do mundo. Vale a pena recordar a história do rato mais famoso do planeta, ao longo de 80 anos.



De filmes a papel, este ratinho deixou marcas e continua a entusiasmar. Parabéns, Mickey!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

aprender a poupar - um site a visitar


A DECO resolveu criar um site: este - para ensinar as crianças dos 6-12 anos a poupar, a não desperdiçar, em suma, a viver melhor em tempos de crise. Vale a pena visitá-lo, conjuntamente com os nossos filhos, e estudar com eles o que se pode aplicar ao dia-a-dia da família.

sábado, 7 de janeiro de 2012

mais fruta, menos obesidade.


A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) quer incentivar as crianças até aos 10 anos a consumirem mais fruta diariamente e inverter a estatística nacional do consumo destes produtos que é de apenas dois por cento, relata o DN. Para tal, a APCOI vai desenvolver, a partir de terça-feira, em várias escolas do país, o projeto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável".
A APCOI, organização sem fins lucrativos que centra a sua atividade na promoção da saúde das crianças com projetos de prevenção, formação e investigação sobre sedentarismo, má nutrição, obesidade infantil e restantes doenças associadas, pretende com esta iniciativa incentivar o consumo de fruta no lanche escolar nos jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo.
Este ano, a aposta da APCOI vai, mais uma vez, para iniciativas dirigidas às crianças, uma vez que a «a prevenção da obesidade infantil deve ser uma prioridade, ainda para mais numa altura em que a preocupação maior a nível nacional é a economia", considera o presidente da organização Mário Silva, que acrescenta: "prevenir a obesidade infantil é poupar a saúde das futuras gerações e evitar o desperdício de milhares de euros para remediar o problema quando ele já está instalado".
 
O rastreio nutricional gratuito, feito por esta Associação  junto da população infantil tem sido "fundamental no diagnóstico e encaminhamento de novos casos para tratamento, permitindo melhorar o futuro dessas crianças".
 
O último estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre obesidade infantil revela também que mais de 90% das crianças portuguesas comem fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana, menos de um por cento das crianças bebe água todos os dias e só 2% consomem fruta fresca diariamente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bom Dia de Reis!


Chegados do Oriente, trouxeram ouro, incenso e mirra. Chamavam-se Gaspar, Belchior e Baltazar.
Relembremos estes Reis, paladinos da humildade e da sabedoria, e um abraço para os alunos que têm familiares espanhóis, por este dia tão especial: ¡Felices Reyes y que te traigan muchas cosas!

E para todos, uma boa fatia de Bolo-Rei.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

convalescer...

 
Convalescença. Lembram-se? O Dicionário de Sinónimos diz que esta palavra significa “arribação, melhoras, re-estabelecimento”. Infelizmente, desapareceu do léxico português e da prática do dia-a-dia.
 
Vem isto a propósito dos episódios de infecções respiratórias e síndromas gripais que têm afectado tantas crianças. Não sendo doenças graves em crianças saudáveis, podem “deitar abaixo” as crianças, que se sentem anormalmente cansadas, têm tosse seca e metálica, dores de cabeça e de barriga, dores nos músculos das pernas. Falta de forças. Cansaço. E uns dias de febre.
 
Mas mal esta desaparece, os pais, pressionados pelos empregos e empregadores, pelo “dia-a-dia” e mais umas quantas coisas, levam novamente as crianças à escola, para muitas delas voltarem à cama, doentes, às vezes com situações mais graves, como infecções bacterianas respiratórias.
A cura clínica (ausência de sintomas e de sinais) tem um determinado timing. Mas a cura dos tecidos e células, e a cura funcional dos órgãos, demora muito mais tempo, e requer o mínimo de factores agressores (ambiente urbano, ambiente da escola, tabaco, poluição, acordar cedo, frio, correrias) e um máximo de factores protectores (bom ar, dormir até tarde, descansar, boa comida).
As crianças portuguesas já não convalescem. Por várias razões plausíveis (na perspectiva dos interesses dos pais) mas perante a passividade de quase todos. Se não convalescem, e lá voltamos ao Dicionário -, também não arribam, não melhoram e não se re-estabelecem. Fica aqui o apelo!