Segundo o Jornal "Público", o governo promete "tudo fazer" pela autoridade dos professores na sala de aula. E faz bem, já que os professores, como com graça circula num mail sobre uma parábola de Jesus Cristo adaptada aos dias de hoje, têm um dia-a-dia já suficientemente cansativo para terem ainda de aturar mal-criações, perturbação e barulho (para lá do que é normal e natural) e servirem de amas-secas, baby-sitters, psicólogos de ocasião ou pais susbtitutivos de crianças que, em casa, são mal-educadas, mal amadas e negligenciadas nos afectos.
Há "n" razões para comportamentos desadequados, começando pela imaturidade e pelo "terrível" facto de se ser rapaz ("factor de risco" para estas coisas), como o cansaço das crianças que se levantam cedo e têm um dia cansativo, deitando-se muitas vezes tarde, até situações de verdadeira hiperactividade ou deficite de atenção.Contudo, em muitos casos o que existe é, pura e simplesmente, malcriação e crianças a crescer numa atitude de prepotência, jactância e "posso-quero-e mando" que há que limitar, a bem de todos (a começar por elas).
Os pais destas crianças - que geralmente não aparecem nas reuniões da Escola e que são muitas vezes os primeiros a criticar "o sistema" -, devem também ser chamados à pedra. A Educação não cabe apenas à Escola e aos professores, mas começa em casa, com regras, limites e umas "noções elementares" da democracia. Apenas isso.
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