terça-feira, 28 de setembro de 2010

piolhos - temos de falar deles e actuar sem medo!


O que vai na cabeça dos nossos filhos? Muita coisa, certamente, mas uma delas é indesejável, desagradável e, "se mandássemos", baníamo-la da face da Terra. Pois é, são os piolhos, esses inimigos de estimação que, muito democraticamente, se generalizaram e habitam as cabeças mais angelicais... e mais limpas.

O pediculus capitis, vulgar piolho, é uma praga que não poupa nenhuma escola, com uma prevalência de 30% de crianças com piolhos numa determinada altura do tempo.

Para lá dos efeitos sobre a criança - coça-se, dorme mal, pode fazer pequenas feridas na cabeça da coceira -, surgem, com o tempo, outros sintomas como mau rendimento escolar, febre baixa e cansaço, lesões do pescoço, que têm a ver - imagine-se! - com a entrada em circulação das fezes do piolho através das pequenas mordidelas que dá no couro cabeludo, para se alimentar do sangue da criança. Parece um filme do Drácula, mas não o sendo, não deixa de precisar de cuidados. Por alguma razão os ingleses têm a expressão "I feel lousy" para dizer que se sentem mal... E lousy significa piolhoso, Ou a expressão "he is a nits" quando querem dizer que uma criança é má aluna (nits é lêndea).

Como qualquer insecto que se preze, os piolhos adaptam-se rapidamente aos fármacos destinados a matá-los, até porque não se podem usar insecticidas fortes devido aos efeitos colaterais - já lá vai o tempo em que se usava DDT para dar cabo deles... e de algumas crianças que absorviam o produto através da pele.
Para lá disso, as lêndeas (que são os ovos dos piolhos) resistem a muitos dos antiparasitários.

É recomendável, em caso de crise, aplicar um dos produtos que se vendem nas farmácias e pentear a cabeça com um pente fino de metal. Depois, semanalmente, lavar a cabeça com água e vinagre (cuidado com os olhos porque pode arder) e pentear bem com o dito pente. Só assim poderemos ter algum controlo sobre estes horrorosos insectos.

Ah! E outra coisa fundamental: não ter vergonha de falar no assunto, sob a capa de "o meu filho, piolhos? credo. Nós não moramos nas barracas!" Os piolhos aparecem "nas melhores famílias" e esconder o assunto é fazer o jogo deles...

1 comentário:

Dan Shaw disse...

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