sábado, 14 de novembro de 2009

vacinação das crianças para a Gripe A


Tendo o Ministério da Saúde decidido ampliar a vacinação contra a Gripe A (H1N1) às crianças a partir dos 6 meses, como estratégia de Saúde Pública para evitar a propagação do vírus, mas também para protecção dos mais vulneráveis, sou da opinião que os pais devem vacinar os seus filhos quanto antes, informado-se no centro de saúde da área de residência sobre o timing e horário adequado (que pode variar de centro para centro).

A vacina é segura e eficaz.

Mário Cordeiro

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

excesso de zelo ou de absurdo?



Em 1997, a situação dos parques infantis e espaços de jogo e de recreio era pior do que má, morrendo crianças e sendo internadas muitas por traumatismos~e ferimentos acidentais. Nessa altura, o governo decidiu, através do ministro José Sócrates, criar um grupo de trabalho para o efeito e tornar lei as decisões técnicas deste.
Em consequência, a segurança dos referidos espaços aumentou enormemente e os acidentes desceram muito.

Em Maio deste ano, o Governo procedeu à revisão da Lei, estabelecendo o encerramento dos parques que não cumprem a legislação e que teriam de pagar coimas: ao encerrarem, deixam de ter de o fazer. Em Oeiras, por exemplo, fecharam 80 parques, por "dá cá aquela palha", reduzindo enormemente as oportunidades para brincar em meio urbano. Mais: as crianças irão procurar outros locais, menos organizados, com eventual aumento de risco e de perigo.

O excesso de zelo leva ainda a coisas quase surrealistas, como a multa por "não ter informação quanto à lotação do parque" ser sete vezes superior à multa decorrente da "amputação de um dedo de uma criança num equipamento perigoso"!


Outro aspecto errado, é que o valor das coimas não reverte para a implementação da segurança nos parques ou para a formação de técnicos.

Mário Cordeiro

Enfim. Coisas do absurdo!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ensino laico ou confessional?

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Itália por insisitir em colocar crucifixos nas salas de aula dos estabelecimentos do Ensino Público. O Vaticano reagiu - como sempre faz -, mas para mim a questão é pacífica: se o Ensino Público é laico, como é o caso em Portugal, não deverão estar, nas salas de aula, quaisquer elementos figurativos religiosos, salvo os que se encontrem em quadros ou outros elementos de decoração ou relativos à aprendizagem.

Mário Cordeiro