terça-feira, 6 de outubro de 2009

eles aí estão...

Pois é... não há Escola que não passe por isto. Já sabem do que estamos a falar - "deles", esses insectos que, só o nome faz comichão na cabeça de qualquer mortal.

O piolho, ou pediculus capitis, é um insecto que povoa a cabeça de uma elevada percentagem das crianças portuguesas, de todos os estratos sociais. Enganam-se, pois, o que ainda pensam que "piolhos só nas barracas!".

Instalam-se no couro cabeludo,reproduzem-se através de ovos e multiplicam-se rapidamente. Passam de pessoa para pessoa ou, se quiserem, de cabelo para
cabelo, por contacto directo. Os cabelos limpos
e/ou curtos não constituem uma defesa contra os piolhos, ao contrário do que se pensa.

É difícil detectar um piolho vivo, porque estes insectos são ágeis e movem -se rapidamente. Se se extrair rapidamente um cabelo há por vezes a hipótese de os ver.
É mais fácil constatar a existência de lêndeas que são, nem mais nem menos, as cascas
dos ovos dos piolhos – de cor branco nacarado, brilhante, agarradas aos cabelos. Os ovos são postos ao nível do couro cabeludo e, como já se disse, quando a infestação é detectada já dura há muitas semanas. Os ovos, quando ainda têm o piolho lá dentro, são negros.

Se, ao investigar -se a cabeça da criança, não se descobrirem piolhos vivos e as
lêndeas estiverem a mais de 1 cm de distância do couro cabeludo, é sinal de que a criança já não está infestada.

A acção dos piolhos é tão nefasta que podem inclusivamente causar insucesso na
aprendizagem. Para além do mal-estar, como a criança passa a noite a coçar-se, dorme mal e vai para as aulas semi-adormecida. Quando a situação se mantém (e não se esqueçam de que as crianças já estão infestadas, em média, há quatro meses antes de se dar por isso), o rendimento baixa.

A melhor medida preventiva é não ter medo de falar do assunto nem considerar que ter piolhos é sinal de "porcaria". O maior amigo dos piolhos é o silêncio que se faz à sua roda. Em segundo lugar, a higiene (lavar a cabeça),mas sobretudo o pentear. O uso regulardo pente, sobretudo se o intervalo entre os dentes do pente for apertado (como os pentes de metal que existe, alguns dos quais dão choques eléctricos aos piolhos), permite "partir" as pernas dos insectos, fazendo com que estes percam o equilíbrio e caiam do cabelo, impedindo -os de se multiplicarem.

Quando se confirma a infestação, deve-se lavar a cabeça com uma das muitas loções que existem e que não só matam os piolhos já existentes como previnem
um pouco em relação a novas infestações. Convém não abusar destes produtos porque a maioria deles é irritante para a pele que, de si, já está inflamada em resultado das mordeduras dos piolhos e da acção da sua saliva e fezes nas feridas. Alguns deles podem ser tóxicos.

Mário Cordeiro

5 comentários:

Luís Fonseca disse...

Mais um oportuno esclarecimento do amigo Mário. Oportuno no tempo pois efectivamente temos mais um surto "deles" entre nós, mas sobretudo oportuno na desmistificação do problema e na indicação de procedimentos adequados ao seu combate.

LF

Mário disse...

Cara Rosário,

Tenho 3 crianças cá em casa e todas elas já passaram pelo mesmo problema!
Aliás devo dizer que durante uns tempos, este problema tornou-se numa luta "titânica"!

Como já sou experiente percebi que os champôs, loções, etc, não resolvem o problema, principalmente no caso das meninas (cabelos mais ou menos compridos). Depois de muito investigar sobre o assunto descobri o seguinte tratamento (sem prejudicar a saúde das nossas crianças, porque todos os outros produtos têm substâncias muito tóxicas e que por vezes não resultam):

- Molhar a cabeça com alcool, atenção aos olhos!
- Prender o cabelo com um elástico
- Pôr uma toca, por exemplo de hotel
- Esperar 10 minutos (tempo limite!)
- Lavar bem a cabeça com shampô normal e também com amaciador
- Passar com o pente de aço (brasileiro) que se vende nas farmácias.

Assim "irradiquei" de vez o dito piolho!!!!!

Mário disse...

Bom dia,



Já agora, aqui fica a minha experiência: aplicar Quitoso CARE, duas vezes com alguns dias de intervalo. Funcionou a 100%.

Com Quitoso Espuma, não deu resultado.



Como tenho um rapaz, antes de aplicar o champoo, cortei-lhe o cabelo com a máquina do paiJ



Cumprimentos,

RC

Mário disse...

Bom dia,



Já agora, aqui fica a minha experiência: aplicar Quitoso CARE, duas vezes com alguns dias de intervalo. Funcionou a 100%.

Com Quitoso Espuma, não deu resultado.



Como tenho um rapaz, antes de aplicar o champoo, cortei-lhe o cabelo com a máquina do paiJ



Cumprimentos,

RC

Mário disse...

Cara Rosário,
Muito obrigado pela tua advertência.

Este é um problema que, pela sua acuidade e alguma persistência, nos vem preocupando já há bastante tempo.

De minha parte direi que a minha filha tem feito sucessivos tratamentos, de forma absolutamente segundo as prescrições médicas e com os medicamentos adequados e, sucessivamente, tem verificado recaídas que só são explicáveis porque nem todos de entre os interessados e frequentadores da Escola tem igual diligência no controlo desta, podemos dizer, epidemia. Eu, por mim, estou farto e cansado deste problema, não tendo no entanto qualquer sugestão que não seja a vigilância e prevenção por parte de todos!

Assim, dentro deste espírito, permite-me que ponha esta questão: não poderíamos envolver as entidades públicas neste processo? Tal como se faz com a higiene dentária, também poderíamos tentar a higiene capilar…

É esta uma sugestão que aqui deixo, porque, de uma forma ou de outra, este problema tem que ser colocado… e, alguns de nós (como é o nosso caso), não podemos continuar, ad eternum, a massacrar os nossos filhos com tratamentos sucessivos… (que têm sempre algum grau de agressividade).

Cumprimentos e bem-hajam pelo vosso cuidado!

Simões Moreira